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Copa Feminina

Goleiras se destacam, empilham marcas e garantem classificações nas oitavas da Copa do Mundo Feminina

Primeira rodada de mata-mata do Mundial feminino viu arqueiras como Zećira Mušović e Chiamaka Nnadozie brilharem

8 ago 2023 - 11h53
(atualizado às 11h55)
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Zecira Musovic
Zecira Musovic
Foto: Hannah Mckay / Reuters

A fase de oitavas de final da Copa do Mundo Feminina da FIFA chegou ao fim com algumas surpresas. Os Estados Unidos, por exemplo, estão eliminados: entre as oito seleções que se classificaram para as quartas de final, apenas o Japão já conquistou o título mundial. A chance de uma campeã inédita é alta. 

Muitas dessas surpresas se devem às goleiras, que mostraram toda sua capacidade na primeira rodada de mata-mata desta edição do Mundial. Algumas garantiram as classificações de seus países – como Mušović, da Suécia, e Van Domselaar, da Holanda. Outras alcançaram marcas importantes e por pouco não fizeram a zebra passear, exemplo de Nnadozie, da Nigéria, e Spencer, da Jamaica.

Goleiras garantem classificações de Suécia e Holanda

O principal nome dos oito jogos que definiram as seleções que seguem em busca do título mundial foi Zećira Mušović, goleira da Suécia. No jogo que eliminou os Estados Unidos, a sueca fez 11 defesas para segurar o 0x0. Esse é o segundo maior número de defesas de uma goleira em um jogo nas últimas quatro edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA: ela só é superada por Waraporn Boonsing, da Tailândia, que fez 13 defesas contra a Alemanha em 2015. A diferença é que a goleira tailandesa acabou derrotada por 4x0.

Foto: Divulgação/Opta

O trabalho que Mušović teve com a bola rolando não se refletiu na disputa de pênaltis. As três cobranças das atuais campeãs que não resultaram em gols não tiveram intervenção da goleira sueca. Megan Rapinoe e Sophie Smith mandaram a bola direto para fora, enquanto a cobrança de Kelley O’Hara acertou a trave.

Se a goleira da Suécia fez 11 defesas, a dos Estados Unidos fez apenas uma, e foi a primeira dela em toda a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2023. Aos 40 do segundo tempo, Sofia Jakobsson realizou a única finalização dessa edição que terminou nas mãos de Alyssa Naeher. Nos três jogos da fase de grupos, a seleção estadunidense havia sofrido apenas uma finalização certa, que resultou no gol da Holanda no empate em 1x1.

Alyssa Naeher também defendeu uma cobrança na disputa de pênaltis, além de ver Nathalie Björn chutar para fora. Na cobrança sueca que decidiu a classificação, a goleira fez uma defesa em dois tempos, mas a bola já havia passado da linha por muito pouco, eliminando as atuais campeãs e colocando a Suécia nas quartas de final.

A arqueira estadunidense vai para casa, mas com uma interessante marca na bagagem: ao cobrar e converter uma das cobranças da decisão por penalidades, Alyssa Naeher se tornou a primeira goleira a bater (e marcar) em uma disputa de pênaltis na história dos Mundiais masculino ou feminino.

Outra goleira que teve bastante trabalho nas oitavas de final foi Daphne van Domselaar, da Holanda. A África do Sul acertou sete finalizações no jogo contra as holandesas, seu recorde na Copa do Mundo Feminina da FIFA.

As sete defesas de Daphne também foram o terceiro maior número de uma goleira holandesa em um jogo do Mundial, e a primeira vez que elas não sofreram gols em uma partida onde suas adversárias tiveram ao menos cinco finalizações certas na competição.

Foto: Divulgação/Opta

Nigéria e Jamaica são eliminadas apesar de boas exibições de suas goleiras

A Inglaterra vinha de uma sequência de 16 jogos marcando gols na Copa do Mundo Feminina da FIFA, a maior da história do torneio. Tal série foi interrompida por uma boa exibição da goleira Chiamaka Nnadozie, que fez quatro defesas para garantir o 0x0.

Em quatro partidas na atual edição do torneio, a Nigéria não foi vazada em três. Em seus 26 jogos em edições anteriores da Copa do Mundo Feminina da FIFA, as nigerianas haviam ficado sem sofrer gol no mesmo número de jogos: três.

Do outro lado, a goleira inglesa teve menos trabalho, mas contou com mais sorte. A Nigéria acertou a trave duas vezes. Foi apenas a segunda vez nas últimas quatro edições do torneio que uma seleção acertou o poste mais de uma vez em um jogo e não conseguiu marcar gols.

Nos pênaltis, as goleiras não fizeram nenhuma defesa. Duas nigerianas e uma inglesa mandaram seus chutes para fora, e a Inglaterra jogará as quartas de final pela sexta vez em seis Copas disputadas.

A Jamaica não havia sofrido gols na fase de grupos – principalmente pelo trabalho de Rebecca Spencer, que defendeu as 17 finalizações certas que enfrentou para garantir a classificação jamaicana ao mata-mata pela primeira vez na história.

No jogo contra a Colômbia, Spencer pouco trabalhou. Foram apenas duas defesas e um gol sofrido. Somando com seu desempenho na fase inicial, a goleira jamaicana foi eliminada do Mundial com a melhor porcentagem de defesas entre todas as goleiras que atuaram por mais de 90 minutos (95% - 19 defesas em 20 finalizações certas recebidas). Ela também tem o segundo maior número de defesas até agora, atrás apenas de Daniela Solera, da Costa Rica, que teve 25 defesas, mas sofreu oito gols.

Foto: Divulgação/Opta

Goleiras de Espanha e França pouco trabalham nas oitavas

Entre as seleções que se classificaram, uma das goleiras que menos trabalhou foi a da Espanha. Ela fez apenas uma defesa na única finalização certa da Suíça no jogo. O gol que Catalina Coll sofreu aconteceu em uma bola mal recuada por sua própria companheira de time, Laia Codina. A zagueira se redimiu marcando o quarto gol espanhol. Ela foi apenas a segunda jogadora a marcar um gol contra e um a favor no mesmo jogo na história da Copa do Mundo Feminina da FIFA.

Foto: Divulgação/Opta

A única goleira que não trabalhou nessas oitavas de final foi a francesa Pauline Peyraud Magnin. Marrocos teve apenas uma finalização no jogo contra a França, e errou o alvo nessa única tentativa. Foi apenas a segunda vez nas últimas quatro edições do Mundial que uma seleção não sofreu finalizações certas em um jogo do mata-mata. 

Foto: Divulgação/Opta
Fonte: Redação Terra
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