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Jogo Brasil x Rússia em Moscou, em 2006, foi uma fria

20 mar 2018
23h54
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Na sexta, dia 23, Brasil e Rússia disputam amistoso em Moscou, 12 anos depois do último jogo entre as duas seleções na capital russa. Enfrentaram-se lá em 1 de março de 2006, a fim de atender à cota de exigências de uma das patrocinadoras da CBF. Uma partida então completamente atípica por causa do frio – a temperatura chegou a registrar 17 graus negativos com a bola rolando no Lokomotiv Stadium, a mais baixa na história centenária dos jogos da Seleção brasileira.

Ronaldo marcou o único gol do duelo
Ronaldo marcou o único gol do duelo
Foto: Getty Images

Em campo, um time de muito prestígio, com Ronaldo, Kaká e Roberto Carlos em ação, atuava como que anestesiado em razão da força daquela geleira.

O Brasil venceu por 1 a 0, gol de Ronaldo aos 14 minutos do primeiro tempo. Nada mais de relevante além do lance decisivo. Parecia haver um pacto entre os jogadores das duas equipes para que se evitassem as divididas ou mesmo choques mais leves. O risco de lesões naquelas condições é sempre mais perigoso. E a Seleção brasileira, então campeã do mundo em 2002, não podia se dar ao luxo de perder algum de seus nomes de peso às vésperas do Mundial da Alemanha.

Se a situação no gramado já era penosa, nas áreas descobertas do estádio a sensação era mais acentuada ainda. Na tribuna de imprensa, por exemplo, havia não mais que sete jornalistas brasileiros encarregados da cobertura. Apesar de protegidos com agasalhos e botas, meias e luvas térmicas, por pouco não sucumbiram ao frio e deixaram o estádio antes do fim do jogo.

As unhas das mãos e dos pés ardiam como se estivessem queimando. Com a ajuda de jornalistas russos, tiveram de colocar folhas de jornal entre as meias e as botas para suportar aquela temperatura. As cadeiras disponíveis para a imprensa estavam com dois dedos de camada de gelo e o jeito era assistir à partida de pé. Mas isso não bastava. Por 90 minutos, ficaram em constante movimento com as pernas e braços, balançando-os pra frente e pra trás como dançarinos desses programas dominicais de variedades da TV brasileira.

Mas o pior para alguns da imprensa ainda estava por vir. Na saída do Lokomotiv Stadium, após uma curta viagem de metrô, eles se depararam com relógios digitais marcando 33 graus negativos naquele início de madrugada do dia 2 de março. Foi assim que caminhanram de uma das estações de metrô de Moscou até o hotel que os hospedava.

Sobre a partida em si, os próprios jogadores comentavam entre eles que se tratou de “uma fria”. Para o técnico da Seleção, Carlos Alberto Parreira, a utilidade prática daquele amistoso foi igual a zero. Agora, no dia 23, há pelo menos uma razão mais objetiva para um novo confronto entre Brasil e Rússia – o jogo vai ser contra o anfitrião do Mundial, que começa em junho, e o duelo pode até se repetir na competição.

Fonte: Silvio Alves Barsetti

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