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Copa do Mundo

História se impõe no desenho das camisas para a Copa

5 abr 2010 - 18h35
(atualizado às 19h53)
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Naira Hofmeister
Especial para Terra

A seleção da Argentina que entrará em campo em 12 de junho em Johanesburgo contará com algo mais que a presença de quem foi a estrela da conquista da Copa do Mundo de 1986. A camiseta que os atletas vestirão é quase uma réplica da que Diego Maradona usava quando levantou o troféu do bicampeonato mundial.

Não somente o desenho - com o estudo da Associação do Futebol Argentino (AFA) e o Sol de Maio próximo à gola - como também o tecido feito pela Adidas são semelhantes ao modelo utilizado no México 1986. "A diferença é que é moderno e tecnológico", diz o gerente de futebol da Adidas do Brasil, Daniel Schimd.

O pentacampeão do mundo Brasil escolheu a simbólica Copa de 1970 para lhe servir de inspiração ao novo uniforme da Seleção. A equipe liderada por Pelé, Rivelino, Jairzinho e Tostão que conquistou o tricampeonato é considerada uma das mais brilhantes da história por ter vencido todas as partidas e anotado uma goleada na final contra a Itália.

Na África do Sul a camiseta canarinho reproduzirá detalhes da camisa mais famosa do futebol brasileiro, por exemplo da gola verde. Os calções também imitam o uniforme oficial de 1970, com tom azul e uma listra branca nas laterais. A mesma relação com o passado será exibida nas camisas da Espanha (que remete aos anos 1980, maçados pela Fúria Vermelha), da França (campeã em 1998) e, especialmente, da Inglaterra.

Os britânicos vão ainda mais além na busca por referências do passado. O uniforme exibe um modelo clássico da camisa com gola pólo, e os únicos detalhes são o escudo da seleção inglesa e o logotipo da Umbro. Ademais, o tecido imita o algodão da clássica camiseta de 1966. Mas o mais incrível é que Wayne Rooney e seus companheiros experimentarão o luxo de terem um alfaiate para costurar os uniformes de acordo com o perfil físico de cada um, uma atividade típica nos anos 1950.

A altíssima tecnologia desenvolvida pelas empresas de material esportivo, que confere aos atletas o desempenho máximo, parece contrastar com o conservadorismo mantendo o design das camisas.

"A camisa precisa estar autenticada e isso se faz por meio de uma iconografia que é padrão. Por exemplo: o amarelo da camisa brasileira não pode ter um tom diferente da tradicional", conta o diretor de marketing da Nike Brasil, Tiago Pinto.

O esporte da superstição
No futebol a técnica nunca está separada da sorte. É comum que um torcedor sempre repita a mesma roupa nas partidas decisivas ou fume seu cigarro no exato segundo antes do gol. Muitos jogadores só entram em campo com o pé direito e os religiosos frequentemente façam o sinal da cruz em lances importantes.

Há os torcedores que levam sorte à equipe quando vão ao estádio, outros que são proibidos pelas famílias porque sempre representam derrotas. "As camisas históricas também são um elemento de superstição, pois trazem em si o espírito de uma equipe vencedora. Ninguém se arriscaria a reproduzir a camisa da Copa de 90, em que fomos eliminados pela Argentina", observa o diretor de marketing da Nike Brasil, Tiago Pinto, referindo-se ao time brasileiro na Copa da Itália.

Argentina exigiu a réplica de 86
A torcida argentina está há mais de 20 anos cantando uma famosa canção: "Voltaremos a ser campeões, como em 86". Até Diego Maradona a entoou abraçado ao ex-presidente Carlos Menem, na Casa Rosada.

Agora, a Associação do Futebol Argentino se deu conta de que, com o craque comandando a seleção, talvez o momento do tricampeonato haja finalmente chegado. Para não restar dúvidas, exigiu da fabricante Adidas que a camisa fosse quase igual que a do ano do bi.

"Foi a única federação que fez pedidos pontuais a nós, justamente em razão da presença de Diego na seleção", conta o representante da Adidas, Daniel Schimd.

Com Maradona assistindo às partidas do lado de fora do campo, seu lugar no campo tem um dono. Lionel Messi se converteu no herdeiro do ídolo nacional e sonha ganhar o Mundial para merecer a comparação.

Uruguai rechaçou a cópia do Mundial de 50
Em janeiro, o site Todo sobre Camisetas publicou um protótipo do uniforme uruguaio na África do Sul 2010. O modelo representava os números nas costas em vermelho como na Copa de 1950, vencida pelo país.

A torcida recusou o modelo, que acabou lançado oficialmente sem os detalhes vermelhos. "Não ouvi essa história, tenho dúvidas se realmente aconteceu", questiona o representante da Puma no Brasil, Roberto Araújo.

O escudo da AFA, o Sol de Mayo próximo ao pescoço e até o tecido da camisa argentina se parecem ao da de 1986
O escudo da AFA, o Sol de Mayo próximo ao pescoço e até o tecido da camisa argentina se parecem ao da de 1986
Foto: Adidas / Divulgação
Fonte: Terra
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