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Neymar vira veterano aos 21 e expõe dependência da Seleção em seu futebol

Com Kaká no banco, Neymar fica atrás apenas de Thiago Silva, Daniel Alves e Júlio César em minutos jogados com a camisa verde-amarela entre prováveis titulares para enfrentar a Itália. Do meio-campo para frente, ninguém tem mais experiência na Seleção. E ele só tem 21 anos.

20 mar 2013
07h00
atualizado às 07h00
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Entre os 20 jogadores disponíveis para a partida contra a Itália, Neymar só não é mais novo do que o volante Fernando. E por um mês. Mas quem analisar os minutos jogados com a camisa da Seleção por cada atleta convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari terá a sensação de que o atacante santista é um dos mais velhos do grupo. Neymar tem números de veterano em um grupo que carece de experiência com a verde-amarela.

<p>Neymar tem mais minutos jogados pela Seleção do que a soma de seus companheiros de ataque</p>
Neymar tem mais minutos jogados pela Seleção do que a soma de seus companheiros de ataque
Foto: Wander Roberto/Vipcomm / Divulgação
Experiência na Seleção
Jogador     Idade Minutos
Kaká 30 anos 6.122
Júlio César 33 anos 5.695
Daniel Alves 29 anos 3.598
Thiago Silva 28 anos 2.603
Neymar 21 anos 2.383

Sem considerar a Olimpíada de Londres, na qual atuou nos seis jogos e ainda em um amistoso de preparação, o santista soma 2383 minutos (28 partidas) em campo segundo estatísticas divulgadas pela CBF. O goleiro Júlio César (65 jogos), o lateral direito Daniel Alves (61), o meia Kaká (83) e o zagueiro Thiago Silva (32) são os únicos que ganham de Neymar neste critério. Nenhum outro convocado, com exceção do contundido Ramires, soma mais do que 2000 minutos em campo com a Seleção. Neymar defendeu pela primeira vez o time principal do País em agosto de 2010. 

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Os números comprovam a dependência que o time preparado para a Copa de 2014 tem no jogador, principalmente se for levado em consideração o setor ofensivo. Como Kaká deve começar a partida contra a Itália no banco, o santista tem mais minutos jogados do que a soma dos seus dois companheiros de ataque, Hulk (26 anos e 1002 minutos) e Fred (29 anos e 972 minutos).

Principal estrela onde deveria, com a idade que tem, no máximo dividir o protagonismo, Neymar tem sofrido com a crise dos meias e atacantes experientes. Remanescentes da Copa de 2002, Ronaldinho e Kaká ainda estão em atividade, mas pecam pela irregularidade nos últimos anos. Convocado para a reestreia de Felipão contra a Inglaterra, o atleticano sumiu em campo e foi deixado de lado na lista seguinte. Kaká voltou, mas começará na reserva e precisará disputar um lugar na Seleção como se fosse um novato.

O cenário ajuda a explicar a pressão que Neymar tem sofrido por suas últimas atuações na Seleção. A derrota para a Inglaterra no amistoso de fevereiro desencadeou uma série de questionamentos sobre o quanto o atacante está pronto para ser este protagonista. Pelé disse que Neymar precisa parar de se preocupar com a imagem, o inglês Joey Barton chamou o brasileiro de superestimado e seu futebol passou por turbulências até no Santos.

Neymar na Seleção: sumiços na hora da decisão 

Da atual convocação, o veterano por acidente só não tem mais gols marcados do que Kaká (contando a Olimpíada de Londres, são 21 gols). Soma 23 vitórias, mas nenhuma contra uma seleção campeã mundial com a equipe principal. Na Copa América e na Olimpíada, quando o Brasil precisou de um jogador para decidir, Neymar não conseguiu ser o fator de desequilíbrio. Daqui um ano, o atacante jogará sua primeira Copa do Mundo com 22 anos. E com a pressão de ser em casa.

<p>Fred acha que seu companheiro de ataque deve continuar jogando no Brasil  </p>
Fred acha que seu companheiro de ataque deve continuar jogando no Brasil
Foto: AP

Fica, Neymar

Em um futebol em que as principais estrelas atuam no futebol europeu, Neymar vai jogar a Copa do Mundo como protagonista brasileiro sem ter a experiência de atuar no continente. Porém, seu companheiro de ataque Fred acredita que o melhor para a Seleção e para o atacante é continuar no País. "Não podemos negar é que o Neymar é um fenômeno, um dos melhores da atualidade. Nós brasileiros temos de estar felizes de ele seguir no Brasil e reforçar o coro para ele permanecer. Mas a decisão é dele", disse Fred.

Fonte: Terra
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