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Entenda a evolução tecnológica das camisas de futebol

24 ago 2012
08h04
atualizado às 08h46
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Coloridas, leves e cada vez mais bonitas, as camisas de futebol experimentam um status de importância única no futebol moderno. A cara e a história da equipe estão ali, em uniformes que mudam de temporada para temporada. A evolução do material utilizado pelos craques, no entanto, é uma verdadeira aula de avanço tecnológico.

Uniforme utilizado pela seleção norte-americana em 1999 já usava a tecnologia dry fit
Uniforme utilizado pela seleção norte-americana em 1999 já usava a tecnologia dry fit
Foto: Getty Images



Tudo começou no século 19. A popularização do futebol democratizou o acesso ao esporte, mas as vestimentas chegam a ser cômicas quando comparadas às de hoje. As camisas mais pareciam roupas de festa. Sérias e sociais, elas ficaram cada vez mais esportivas com o passar do tempo.



"No começo as camisas de futebol eram feitas de tecido de algodão, que é diferente da malha de algodão. As camisas eram pesadas e não existia a preocupação com a performance esportiva. A malha de algodão chegou ao esporte nos anos 30. É um tecido com toque mais suave e com mais brilho", explica o engenheiro têxtil Eduardo Arrabaça.



Durante muitas Copas do Mundo, o algodão esteve presente nas camisas dos principais times. O grande problema neste tipo de camisa não está no visual e sim no peso extra carregado pelo atleta após minutos de suor e corrida intensa.



"A celulose, que compõe o algodão, retém cerca de 50% do peso perdido pelo atleta durante o esforço físico. Se ele perde dois quilos correndo, um fica na camisa", complementa Arrabaça, lembrando a era do algodão, que terminou apenas na década de 80.



Do poliéster tradicional ao dry fit

A primeira camisa usada pela seleção brasileira com tecido que não era 100% algodão foi utilizada em 1986, no México. O poliéster passou a figurar na camisa das principais equipes do planeta e o peso do uniforme após o esforço físico passou a não ser mais um problema.



Mais leve, o poliéster tradicional, no entanto, era desconfortável. "Era como vestir um pedaço de plástico. A sensação era de que a camisa era leve, mas o suor ficava retido. Isso foi resolvido no final dos anos 90, com a chegada da tecnologia dry fit", analisa o engenheiro.



As camisas com a nova tecnologia tinham como novidade a eliminação do líquido através do meio ambiente. A sensação de frescor aumentou, mas não encerrou a evolução dos uniformes. "Em comparação com aquele dry fit que apareceu no final dos anos de 1990, o atual está 13% mais leve e a passagem de ar é 7% mais efetiva", afirma Arrabaça.



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Fonte: PrimaPagina
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