Opinião: puxados por Igor Thiago e Danilo S., reservas da Seleção incendeiam Maracanã e geram insônia aos titulares
Se apenas Vini Jr. foi realmente bem no primeiro tempo contra o Panamá, na segunda etapa quem entrou pediu passagem para Ancelotti na Copa
A Seleção Brasileira fez o que dela se esperava e goleou o Panamá por 6 a 2 no último jogo em casa antes de embarcar para a Copa do Mundo. Era clima de festa, contra um adversário relativamente fraco, e com a bruxa solta como está, todos os jogadores tinham salvo-conduto para jogar com medo de uma lesão a 13 dias da estreia no Mundial. Mas a diferença entre os dois times que Carlo Ancelotti colocou em campo foi gritante. Os reservas se saíram muito melhor, e deve ter titular que não vai dormir tranquilo nesta noite.
A comemoração apática de Casemiro no 2 a 1 deu o tom do primeiro tempo, em que apenas ele mesmo, Vini Jr. – autor do primeiro gol – e um esforçado Wesley se destacaram. O Panamá chegou a fazer um gol, quase virar e ter mais posse de bola, no que parecia início de treino na Granja Comary, e não ensaio para a Copa.
Aí veio o segundo tempo, com 10 novos nomes em campo – só Leo Pereira ficou, pela falta de zagueiros. Parecia outro jogo.
Igor Thiago, catapultado à Seleção por seus mais de 20 gols na Premier League, mostrou que não é só um azarão. Iniciou a jogada do terceiro gol, sofreu e converteu o pênalti do quinto e deu ao ataque brasileiro uma movimentação totalmente diferente daquela do quarteto original.
Do seu lado, um Rayan reluzente, com seu primeiro gol pela Seleção Brasileira. A comemoração pelo tento do caçula foi bonita, rodeado pelos colegas, meio sem saber o que fazer, exaltado pelo Maracanã. Só faltou um gol de Endrick, que também fez boa partida e continua sendo o xodó da torcida.
Se Luiz Henrique, Matheus Cunha e até Raphinha podem se preocupar com o trio de ataque reserva, Bruno Guimarães também não deve ter uma noite muito tranquila. Discreto no primeiro tempo e ainda longe de seu melhor ritmo devido às lesões recentes, viu dois rivais diretos – Danilo Santos e Lucas Paquetá – fazerem um gol cada um e se destacarem com boas arrancadas, no caso do botafoguense, e assistências, no caso do flamenguista.
Toda Copa do Mundo reserva a já não tão surpresa assim substituição de meio de campeonato. Algum titular sempre perde vaga ao longo da competição, e assim vão surgindo lendas como Mazinho, o substituto de Raí em 1994, e Kléberson, que tomou a posição de Juninho Paulista em 2002.
Sábado que vem, já em solo americano, a Seleção fará sua última partida antes da estreia na Copa. Vamos conferir se o que foi visto hoje já terá servido para colocar uma pulga atrás da orelha de Ancelotti ou se teremos que esperar a primeira fase para ver quem poderá vir do banco para ser o talismã do hexa.
E ainda tem o Neymar...
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