Opinião: Copa do Mundo termina com dois recados perigosos ao Brasil e ao mundo
Espanha conquistou o bicampeonato mundial e confirmou expectativa de grande Mundial
Ao longo de 39 dias, o torcedor pode acompanhar a maior Copa do Mundo de todos os tempos. A primeira edição com 48 seleções e disputada em três países brindou o fã de futebol com 104 jogos, a grande maioria com um bom nível técnico e muita emoção. O saldo é positivo, mas deixa dois grandes recados perigosos, um para o Brasil e outro para o mundo.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
A Seleção Brasileira precisa acordar urgentemente e lembrar que passado não entra em campo. Desde que foi campeão pela última vez, o Brasil viu a Espanha chegar a duas finais e conquistar dois títulos, a Argentina jogar três decisões, e a França mais duas participações na partida que valia o título.
A Espanha, que ficou com o título após bater a Argentina na final, tem uma média de idade de 26,2 anos. Isso quer dizer que o mesmo time tem, pelo menos, mais duas Copas pela frente. Yamine Lamal, grande estrela espanhola, tem apenas 19 anos e nem de longe mostrou nesta edição o futebol exuberante da Euro de 2024 ou do Barcelona.
A França, eliminada por essa Espanha na semifinal, também tem time para mais duas edições de Mundial. A média de idade dos franceses é de 27,1 anos. Com isso, Mbappé, Olise, Dembelé e cia ainda vão ter algumas oportunidades de conquistar o tricampeonato.
O recado da Copa de 2026 para o Brasil foi claro: estamos ultrapassados e fomos superados. Hoje, não somos mais o País do futebol. Somos uma Seleção sem qualquer conexão com o torcedor e que tem apenas grandes nomes individuais, mas que estão longe de formar um time competitivo.
Agora, o recado mais preocupante foi o que a Fifa passou para o mundo do futebol ao permitir a interferência política de Donald Trump na Copa do Mundo. Primeiro, as absurdas proibições contra a seleção do Irã, que não podia dormir em território norte-americano. Depois, a retirada do cartão vermelho de Balogun, permitindo que o atacante dos Estados Unidos disputasse as oitavas de final contra a Bélgica mesmo com a expulsão diante da Bósnia.
Essa não é a primeira vez que Gianni Infantino mostra que coloca interesses políticos e pessoais acima das leis do jogo. Na Copa passado, no Catar, a Fifa ignorou todos as denúncias de trabalho escravo nas construções dos estádios, assim como não pensou na segurança das mulheres ao escolher um país que é conhecido por não respeitar as figuras femininas.
Nos Estados Unidos, o dirigente foi capaz até de inventar um prêmio da paz para dar para Trump, que estava ‘bravinho’ após não ser escolhido para ganhar o Nobel por mediação de conflitos. Nem parece que o presidente dos Estados Unidos atacou o Irã e invadiu a Venezuela em pouco mais de um ano de mandato.
Agora, Infantino flerta em aumentar o Mundial de 2030 para 64 seleções. Isso seria um erro terrível. Por mais que a participação de seleções estreantes tenham dado graça ao torneio este ano, é difícil imaginar que isso vai se repetir sempre quando deixar de ser uma surpresa. O futebol e as suas origens precisam ser respeitados.


Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.