Opinião: Brasil vê brilho de atacantes e torcida "Endrickzada", mas pé no freio contra o Haiti pode cobrar a conta
Copa do Mundo não são pontos corridos para poupar e tirar o pé
Endrick não foi titular e não fez gol - até fez, mas não valeu -, mas foi o jogador mais festejado pela torcida do Brasil na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti nesta sexta-feira. Além dele, 4 dos outros 5 atacantes da Seleção entraram em campo e tiveram boa atuação, mas o Brasil desperdiçou a chance de fazer um saldo de gols ainda mais largo, o que pode fazer falta nos critérios de desempate pelo primeiro lugar do grupo C da Copa do Mundo.
À exceção de Raphinha, que antes mesmo de sair de campo lesionado já havia perdido um gol feito e tido outro anulado por impedimento, todos os atacantes entregaram boa atuação. O destaque foi Matheus Cunha, que aproveitou a chance e fez logo 2 de uma vez. Vini fez outro. Martinelli entrou com boa movimentação, e só Rayan teve atuação mais tímida.
Mas o estádio só queria saber de Endrick. O aquecimento, a entrada, o nome no telão, o gol quase feito. Tudo era motivo para a torcida gritar seu nome - e só o dele.
Ontem, Ancelotti afirmou que Endrick vai ter sua hora. No primeiro jogo, não entrou. No segundo, foi o mais festejado. O que será no terceiro?
Mas só entregar esforço não adianta, e o freio puxado no segundo tempo, sobretudo pela pouca criação, pode cobrar caro. Marrocos hoje fez o básico contra a Escócia e ganhou. Ainda vai enfrentar o Haiti e deve golear como o Brasil. Na rodada final, a Seleção encara os europeus, e aí todos vão para o desempate.
Copa do Mundo não são pontos corridos para poupar e tirar o pé. Agora é esperar quarta-feira e torcer para que os 3 gols de hoje tenham sido suficientes.
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