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Fifa faz imprensa de boba na entrada do estádio da final, promove filas de mais de 2 horas e coroa organização ruim da Copa

Falta de informação e funcionários perdidos marcam último dia do mundial

19 jul 2026 - 12h58
(atualizado às 14h07)
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Filas e falta de organização marcam final da Copa
Filas e falta de organização marcam final da Copa
Foto: Paula Almeida

A péssima organização da Copa do Mundo 2026 ganhou um novo capítulo neste domingo, 19, antes da final da Copa do Mundo.

Com lentidão e desinformação, a Fifa obrigou jornalistas do mundo inteiro a levarem mais de 2 horas para conseguirem entrar no Metlife Stadium, em Nova Jersey, palco de Argentina e Espanha.

No sábado, a Fifa enviou um comunicado sugerindo que a imprensa chegasse cedo ao estádio, porque poderiam ocorrer filas no controle de segurança.

Em geral, a Fifa tem disponibilizado apenas um scanner de raio-x para controle de acesso da imprensa nos estádios, o que sempre promove filas. Desta vez, porém, além do volume maior de jornalistas, o scanner é o mesmo não só para a imprensa, mas também para convidados, criadores de conteúdo, parceiros Fifa, etc.

Os portões do Metlife abriram às 10h, para o jogo das 15h (horário local). A reportagem do Terra chegou às 10h15, e já havia uma fila de controle que dava voltas no estacionamento do setor M do estádio. Não havia funcionários informando onde a fila começava e onde terminava.

Por volta das 10h50, um representante da Fifa apareceu e informou que a imprensa também poderia entrar por um portão do lado contrário do estádio. Metade do grupo partiu para uma caminhada acelerada de aproximadamente 15 minutos.

Ao chegar no portão indicado, os funcionários do local não sabiam o que fazer, porque as credenciais de imprensa não são permitidas no setor.

Sem nenhuma informação sobre o que deveria ser feito, os funcionários, aos gritos, pediam apenas que os jornalistas se afastassem. Os únicos a conseguirem entrar foram os representantes de veículos detentores e de parceiros da Fifa.

Cerca de 20 minutos depois, outro funcionário informou que a mídia não poderia entrar, e mandou todos voltarem ao lugar de origem. Mais uma volta dada no estádio.

Ao chegar, os jornalistas se depararam com uma fila de tamanho semelhante ao que estava quando saíram. Muitos que optaram por permanecer continuavam sem entrar.

Na fila, o Terra viu, por exemplo, ao menos quatro equipes diferentes da TV Globo e do Sportv, incluindo os comentaristas Caio Ribeiro, Paulo Nunes e Roger Flores, além de um grande grupo da Cazé TV, incluindo o influenciados Casimiro. 

A lentidão e, principalmente, a falta de informação foram praxes durante a Copa do Mundo. Funcionários e voluntários raramente sabem informações com exatidão, apesar da boa vontade, e a comunicação visual, com placas, também é reduzida, além da falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, a não ser nos setores de imprensa já dentro dos estádios.

A reportagem do Terra levou 2h37 para conseguir entrar no estádio.

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Fonte: Portal Terra
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