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Após empate, técnico do Irã afirma que equipe foi 'oprimida' pelo caos nas viagens

A federação iraniana de futebol havia negociado uma mudança de última ⁠hora do campo de treinamento da equipe

16 jun 2026 - 06h16
(atualizado às 08h36)
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O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, reage durante o jogo contra Nova Zelândia no Los Angeles Stadium, Inglewood, Califórnia, EUA,15 de junho de 2026
O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, reage durante o jogo contra Nova Zelândia no Los Angeles Stadium, Inglewood, Califórnia, EUA,15 de junho de 2026
Foto: REUTERS/Daniel Cole

O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, afirmou ‌na segunda-feira, 15, que sua equipe estava sendo "oprimida" devido a mudanças de última hora na viagem, decorrentes das tensões entre o Irã e os EUA, acrescentando que essa perturbação havia afetado o desempenho da equipe após o empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia.

A federação iraniana de futebol havia negociado uma mudança de última ⁠hora do campo de treinamento da equipe do Arizona para o México em meio à ‌incerteza sobre os vistos dos EUA e à crescente percepção de que a presença do time nos Estados Unidos deveria ser reduzida ao mínimo, disse o ‌embaixador do Irã no México à Reuters.

Ghalenoei, de ‌62 anos, disse que eles passaram por mais contratempos, já que o Irã esperava ⁠passar a noite de segunda-feira em Los Angeles, mas acabou sendo obrigado a retornar imediatamente ao México. 

"Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram", disse Ghalenoei. "Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de ‌toda a Copa do Mundo". Ele não disse quem impôs a restrição.

O Departamento de Estado ‌dos EUA não respondeu imediatamente ⁠a um pedido ⁠de comentário. A Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A preparação para a partida foi ⁠marcada por momentos de tensão fora de ‌campo, com a equipe jogando ‌em solo americano apenas 24 horas após o anúncio de um acordo de paz para pôr fim à guerra que começou quando os EUA e Israel atacaram o Irã em fevereiro.

O atacante iraniano Mehdi Taremi disse que as ⁠restrições estavam impedindo a equipe de dar o seu melhor no torneio. "Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol", disse ele. "Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso".

Taremi descreveu um clima de pressa no domingo, com a viagem de ‌Tijuana a Los Angeles, depois ao hotel e, finalmente, ao estádio para ver o gramado. Eles deveriam ter tido dois dias para se acomodar em Los Angeles, ⁠acrescentou.

"É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz", disse Taremi, acrescentando que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o vestiário do Irã na segunda-feira.

O técnico Ghalenoei também destacou a ausência de membros importantes da comissão técnica, já que alguns dirigentes e representantes da imprensa não puderam viajar devido a restrições de visto, o que obrigou os treinadores a assumir responsabilidades adicionais no banco de reservas. 

"Nossa equipe de gestão, muitos deles não estão aqui", disse ele. "Tivemos que assumir essas funções nós mesmos".

Apesar das dificuldades, Ghalenoei elogiou seus jogadores pela resiliência em conseguir um empate, embora tenha dito que as exigências da viagem tiveram um impacto negativo, com vários jogadores sofrendo cãibras, o que ele atribuiu à fadiga causada pela viagem extra.

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