Seleção do Irã chega aos EUA sob protestos e tensão antes da estreia na Copa do Mundo
Equipe desembarcou em Los Angeles um dia antes do primeiro jogo e enfrentou manifestações de opositores ao regime iraniano
A seleção do Irã desembarcou em Los Angeles na noite de domingo, 14, cercada por forte esquema de segurança e sob protestos de opositores do regime de Teerã. A equipe estreia nesta segunda-feira, 15, na Copa do Mundo de 2026 contra a Nova Zelândia, em partida que acontece no SoFi Stadium.
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A chegada ocorreu em meio a um cenário incomum para o torneio. Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, um país anfitrião recebe uma seleção de uma nação com a qual esteve em conflito direto. Horas antes do desembarque dos iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo de paz com o governo iraniano.
A delegação veio de Tijuana, no México, onde estava treinando após enfrentar dificuldades relacionadas à emissão de vistos americanos. O governo dos EUA autorizou a entrada da equipe apenas um dia antes da estreia. Após a partida, os jogadores deverão retornar ao território mexicano para continuar a preparação durante a competição.
Iranian protesters singing “Down with terrorists” outside LA Galaxy’s training ground in Carson where Iran national team are training pic.twitter.com/620yHpZHTj
— James Ducker (@TelegraphDucker) June 15, 2026
No hotel da seleção, em Manhattan Beach, manifestantes aguardavam a chegada da delegação. Muitos exibiam bandeiras pré-revolução iraniana, símbolos associados aos defensores da restauração da monarquia liderada por Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã. Também foram vistas bandeiras dos Estados Unidos e de Israel.
Los Angeles concentra a maior comunidade iraniana fora do Irã, com cerca de 375 mil pessoas vivendo na Califórnia. A presença da diáspora tem ampliado o debate sobre a representação da seleção nacional, já que parte dos expatriados não se identifica com o atual governo iraniano.
A expectativa é de que novos protestos ocorram antes e durante a partida desta segunda-feira. Segundo veículos internacionais, cerca de 35 mil torcedores iranianos devem comparecer ao estádio, e grupos de oposição planejam manifestações nos arredores da arena.
Em entrevista coletiva, o atacante Mehdi Taremi afirmou que o ambiente político e as dificuldades enfrentadas pela delegação acabaram afetando o clima normalmente associado ao Mundial. Segundo ele, a tensão foi percebida desde a chegada da equipe ao torneio.
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