Ansiosos pelo hexa, brasileiros de NJ fazem campana em treino para ver a Seleção: 'patriotismo aflora mais'
Copa em solo americano aplaca saudade de quem vive longe do Brasil, e torcedores criam expectativa para ver Endrick e Neymar
Mais do que futebol, a disputa da Copa do Mundo nos Estados Unidos tem dado um acalento aos brasileiros que moram em solo norte-americano. Especialmente àqueles que vivem no estado de Nova Jersey, próximo da cidade de Morristown, onde a Seleção Brasileira está hospedada e tem feito seus treinamentos para a primeira fase do Mundial.
Na ânsia de tentar encontrar os 26 jogadores que usarão a camisa verde-amarela na Copa, brasileiros que moram na região tentam se aproximar dos atletas. É o caso dos mineiros Rose e Uelson. Fãs de futebol, os mineiros de Valadares moram em Newark há cerca de cinco anos e estiveram na frente do CT nesta terça-feira, 9.
“Acho que o patriotismo aflora mais. Dá muita saudade. E vendo as pessoas aqui, tendo contato com isso, acho que aparta um pouco a saudade. Esse contato com vocês, os jogadores, é muito bom”, diz ele, com a camisa do Atlético-MG.
“Por morar em outro país, a gente dá valor ao que a gente tinha. A gente tem o entendimento de que a gente é uma potência mundial, que o nosso time é o maior do mundo e que a gente tem que tietar mesmo, falar pra eles ‘vai fundo que vai ganhar’. E só estando aqui em outro país para entender isso tudo”, completa Rose, ansiosa para ver Neymar.
“Eu queria ver o Neymar, sou fã dele. Por ter 3 filhos homens, acho que a gente se identifica. Os homens são meio que parecidos, o jeito. Eu gosto dele e do Vini Jr também. Eu gostaria pelo menos de longe para dar um tchau.”
Apesar da empolgação de Rose e da confiança no hexa, o casal lamenta não poder ver um jogo da seleção in loco. “Não temos ingresso, é muito caro. O ingresso mais barato que eu vi estava US$ 1.200 (pouco mais de R$ 6 mil). E aí comprar 2 ingressos, tem mais a criança em casa... então a gente preferiu ver pela TV mesmo.”
Já Marcos terá essa experiência. Nascido nos Estados Unidos, mas filho de pais brasileiros e criado em Goiânia, ele voltou à terra natal há cerca de nove anos e agora espera mostrar a campanha do hexa para a filha, Giovana, de 2 anos.
“Pra gente é um orgulho muito grande, porque querendo ou não o sangue brasileiro fala alto. É um evento bastante esperado por quem gosta de futebol, e ainda mais a gente poder ver a nossa seleção no quintal de casa é muito bom”, diz ele, que tem ingresso para assistir à estreia do Brasil no dia 13, contra o Marrocos.
“A expectativa é muito grande, de ver os 26 que vão ser hexa. Tem que ter confiança, é o Brasil, todo mundo tem que respeitar, é a única seleção penta. E história não se compra nem se compara. E trazer a pequenininha pra ver, é a chance dela de fazer parte disso tudo, e só curtir o momento.”
Mas se a palavra é esperança, Yohan tem de sobra. Figura fácil na frente do CT, ele diz que tem ido todos os dias aos treinos, ficando quase 12 horas na entrada na expectativa de ganhar uma foto ou um autógrafo. E não é mentira. O Terra já confirmou a presença dele em pelo menos dois dias.
“Vou continuar vindo até o dia que eles descerem do ônibus e a gente conseguir um autógrafo”, promete ele, que mora em Union. “Você estando aqui, vendo a seleção passar com o ônibus, é uma experiência totalmente nova.”
Ansioso para ver Neymar - ‘eu vejo o ônibus com a esperança de que o Neymar está me vendo’ -, ele cita outro jogador antes mesmo do camisa 10: “Eu queria tirar uma foto com o Enrick. O moleque tem sangue novo, forte, juventude, muito chão pela frente.”
Mas se os brasileiros imigrantes estão animados em poder ver a Copa em sua nova casa, Yohan conta que os moradores locais não estão nada contentes.
“Os americanos estão até odiando já, não estão gostando de nada, tudo imigrante e turista, eles estão odiando, principalmente quem mora em Nova York. Por causa de aglomeração, muita gente, pessoas de outros países, os caras não gostam disso. Mas eu estou adorando”, avisa ele, com uma clara convicção: “O hexa vem com certeza.”
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