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Terra no Catar

Motorista perdido, Xuxa e muita irritação: a saga dos jornalistas antes da abertura da Copa

Desorganização marcou a chegada da imprensa para o primeiro dia de jogos do Mundial

20 nov 2022 - 13h24
(atualizado às 13h49)
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Abertura da Copa do Mundo no Catar
Abertura da Copa do Mundo no Catar
Foto: Reuters

O estádio Al Bayt, que fica na cidade de Al Khor, a cerca de 40 quilômetros da capital Doha, foi o escolhido para receber a partida de abertura da Copa do Mundo entre Catar e Equador. A estimativa inicial era de que o ônibus da Fifa levaria 40 minutos para transportar os jornalistas do Centro de Mídia, na capital do país, até o local. Porém, a prática foi muito diferente e virou uma verdadeira saga.

Com a impossibilidade de chegar ao estádio da partida inaugural de metrô, a reportagem do Terra optou por ir com o transporte oficial ao lado de outros profissionais da imprensa. Entramos no veículo três horas antes do horário previsto para começar a cerimônia de abertura. 

No meio do caminho, um companheiro do Marrocos se deu conta de que o motorista havia errado o caminho. Ele se aproximou do condutor e passou a guiá-lo por meio do aplicativo de mapas do Google. 

Sabe o calor do Catar? Naquele momento, todos passávamos muito frio dentro do ônibus com temperatura congelante, mas ainda tínhamos bom humor. Porém, quando conseguimos finalmente avistar o Al Bayt, nova decepção. O motorista tinha duas vias para seguir. Advinha? Sim, ele escolheu a que estava congestionada.

A paciência já não existia mais entre os 30 jornalistas e fotógrafos presentes no ônibus. Eram quase três horas de trânsito, planos frustrados de cobertura e muita apreensão para saber se daria tempo de ver o pontapé inicial do Mundial. 

A irritação foi tomando conta. A reportagem do Terra entrou em lives de profissionais da Argentina e da Guatemala para registrar o que se passava. "Caos" foi a palavra mais citada por todos os jornalistas em contato com o público.

Mesmo com a dificuldade, muito bom humor. Fernando, da BeinSports, começou até a cantarolar 'Tá na hora, tá na hora', de Xuxa, e Pedro Castillo, do Nuevo Diário, da Guatemala, criou um paródia com um canção famosa nos estádios sul-americanas. "Vamos, motorista, que os jornalistas precisam trabalhar", cantou aos risos. 

Depois de muita dificuldade, veio a liberdade. Descemos todos apressados, entramos correndo no estádio. Quatro andares de escadas que pareciam eternos, e nosso lugar na tribuna de imprensa estava garantido a pouco minutos do início da abertura. Uma bela história de recordação para a primeira cobertura de Copa do Mundo. 

Fonte: Redação Terra
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