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Copa do Mundo tem sido manchada por sexismo "significativo"

As vítimas incluem russas assediadas por torcedores e jornalistas de TV abordadas durante transmissões.

11 jul 2018
13h43
atualizado às 16h14
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A Copa do Mundo da Rússia foi marcada por uma estimativa de 300 casos de sexismo nas ruas até o momento, manchando um torneio que afora isso foi positivo, disse nesta terça-feira o líder de um grupo antidiscriminação.

Torcedora da Bélgica no interior do estádio de São Petersburgo antes de jogo com a França 10/07/2018  REUTERS/Lee Smith
Torcedora da Bélgica no interior do estádio de São Petersburgo antes de jogo com a França 10/07/2018 REUTERS/Lee Smith
Foto: Reuters

Piara Powar, líder da rede Fare, que monitora casos de discriminação no futebol europeu e que tem trabalhado com a Fifa, disse que as vítimas incluem russas assediadas por torcedores e jornalistas de TV abordadas durante transmissões.

"Tem sido uma experiência amplamente positiva e não houve um grande número de incidentes do tipo que esperávamos", disse Powar a repórteres, se referindo a preocupação sobre casos de racismo e homofobia.

"A única coisa que nós realmente assinalamos que tem sido significativa tem sido o nível de sexismo que foi encontrado por algumas mulheres, frequentemente mulheres russas que foram abordadas por torcedores", disse.

"Nós identificamos 30 casos em que podemos apontar para torcedores envolvidos em atos de sexismo nas ruas --isso é, claramente, uma subestimativa, o número real é provavelmente isso vezes 10".

Ele acrescentou que houve também cerca de 30 casos de repórteres que foram assediadas durante transmissões ao vivo.

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