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Capitão do Irã apoia campanha para liberar mulheres em estádios do país

21 jun 2018
17h52
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O Irã tem chances de chegar às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, mas a maior vitória do time asiático neste Mundial pode acontecer fora de campo. Tocado pela presença feminina na derrota para a Espanha, o capitão Masoud Sojaei defendeu a presença das mulheres nos estádios também em sua terra natal.

"Eu também gosto de ver as mulheres iranianas nos estádios. O que aconteceu ontem foi um grande passo para a liberação das mulheres nos estádios", afirmou o capitão de sua seleção.

As mulheres não podem frequentar arenas esportivas desde a Revolução Iraniana, em 1979. Antes da Copa do Mundo, o presidente da Fifa, Gianni Infatino, afirmou ter recebido garantias do governo local de que essa proibição seria revogada.

A ideia era permitir a entrada da torcida feminina já no duelo de estreia da seleção da casa, contra o Marrocos, na sexta-feira passada, mas a autorização necessária do Conselho Provincial de Teerã não chegou a tempo.

Torcedores se mobilizaram para que as iranianas passem a frequentar estádios em seu país. Como forma de suporte, também foi criado um abaixo assinado por Maryam Qashqaei para pressionar o presidente da FIFA Gianni Infantino a tomar alguma providência em relação a não participação de iranianas nos estádios.

Uma parte da descrição do abaixo-assinado diz que o maior estádio do Irã é chamado de Azadi, que significa "liberdade", o que não faz sentido já que ele não pode receber mulheres. Até terça-feira (19/06), petição já tinha recebido mais de 63 mil assinaturas e tem como meta 75 mil.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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