Seleção usa até "soninho" para se adaptar ao fuso horário da Ásia
O adversário é conhecido, mas costuma ser implacável com jogadores sul-americanos em partidas na Ásia: o fuso horário. Com 12 horas à frente de Brasília, a Coreia do Sul tem involuntariamente "dificultado" a adaptação nos primeiros dias da Seleção Brasileira no país antes do amistoso do sábado contra a seleção local, às 20h (8h de Brasília), em Seul.
Os jogadores convocados por Luiz Felipe Scolari desembarcaram em solo sul-coreano entre segunda e terça, vindos do Brasil e da Europa. Para alguns, superar o sono em horários indesejados tem sido um dos principais obstáculos – a ponto de, na terça-feira, a comissão técnica ter deixado de treinar em campo para realizar atividades apenas na academia do hotel que hospeda os atletas, de forma a diminuir o cansaço.
“Hoje foi complicado. Pelo fuso horário, está todo mundo meio errado ainda. Todo mundo procura tirar um soninho, ficar na resenha”, disse o volante Luiz Gustavo, do Wolfsburg, que espera já estar adaptado ao horário local até o jogo do fim de semana contra a Coreia do Sul.
“Acho que tem tempo suficiente para todo mundo se adaptar. É importante, todo mundo está procurando fazer as coisas que pode fazer de melhor pra se sentir bem no dia do jogo”, completou.
A avaliação é parecida com a do meia Oscar. “Teve essa dificuldade, mas acho que até sábado a gente vai entrar no fuso horário, vai descansar bastante. A viagem é longa, mas a gente tem um tempinho para descansar, então acho que não vai atrapalhar”, apontou o atleta do Chelsea.
Os dois só discordam nos primeiros dias de adaptação ao horário asiático. Enquanto Oscar “segurou” para se adequar forçadamente ao ritmo nos primeiros dias, Luiz Gustavo ainda tem recorrido ao “soninho” para diminuir o desgaste do primeiro dia.
“Minha madrugada foi boa. Dormi bastante, segurei até o final, não dormi de tarde, não dormi no voo. Estava muito cansado, (mas) segurei até a noite pra dormir, então dormi bem”, disse o camisa 11 da Seleção Brasileira, com estratégia diferente da do companheiro de meio de campo. “Acordei às 5h30, depois fui para o café. Aí dorme de novo, acorda e fica nessa, até ir regulando, até ir entrando tudo normal”, contou o volante.