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Terra na Copa

Roberto Carlos: “nunca perdi assim em 17 anos na Seleção"

9 jul 2014 - 16h38
(atualizado às 17h25)
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Há oito anos, Roberto Carlos ficou marcado por estar ajeitando seu meião enquanto o francês Thierry Henry estava livre à frente do goleiro Dida para fazer o gol que eliminou o Brasil da Copa do Mundo de 2006. Nesta quarta-feira, no dia seguinte à pior derrota da história da Seleção, o ex-lateral esquerdo comentou a vitória da Alemanha por 7 a 1, mas preferiu controlar suas palavras.

<p>Roberto Carlos em partida contra o Chile, na Copa de 1998</p>
Roberto Carlos em partida contra o Chile, na Copa de 1998
Foto: Getty Images

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"Vi os gols... Vesti a camisa da Seleção por 17 anos e nunca passei por isso, mas sofria quando perdia, imagina quando te metem sete gols. É triste, mas é o futebol", contou o ex-jogador. "Guardo a tristeza para mim. Em frente às câmeras, prefiro dizer que a Seleção tentou o melhor", afirmou.

Em Itaquera para comentar a semifinal entre Holanda e Argentina, o dono da camisa 6 na conquista do pentacampeonato mundial, há 12 anos, admitiu que nada vai amenizar a perda do título em casa. "Para o Brasil, ficar em segundo ou terceiro lugar é como ficar em último. Não gostamos de perder", definiu.

O ídolo do Real Madrid só rebateu quem coloca o futebol brasileiro e sul-americanos abaixo dos europeus por conta da vitória germânica por 7 a 1. "Não estamos atrasados. Há alguns dias, falavam que os europeus precisavam se adaptar, que os sul-americanos estavam na frente. Não é por um resultado que precisam mudar as opiniões", defendeu.

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"Quando jogamos Copas na Europa, também precisamos nos adaptar. O que posso dizer é que a Alemanha está muito bem posicionada, com jogadores que sabem como jogar e um grupo muito forte. A verdade é que não temos mais equipes bobas no futebol, todas evoluíram muito, como vimos nesta Copa, com Costa Rica, México, Colômbia e Estados Unidos", opinou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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