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Terra na Copa

Luxo de hotel da Seleção mostra contraste social de capital do Gabão

9 nov 2011 - 13h41
(atualizado às 14h55)
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Celso Paiva
Direto de Libreville (Gabão)

Um dos principais hotéis da cidade de Libreville, capital do Gabão, é o responsável por garantir o conforto dos jogadores brasileiros que vão enfrentar a seleção local nesta quinta-feira. Com suítes que vão de US$ 310 a até US$ 2,1 mil, o Meridien Re-Ndama impõe luxo nas instalações.

Com 256 quartos, o hotel mostra o cartão de visita ao Brasil, logo na entrada, com uma bandeira do País hasteada ao lado da do Gabão. Na fachada, no hall de entrada e nos quartos, vários detalhes da cultura africana, como estátuas típicas do continente e lembrança de animais como elefantes, girafas, entre outros.

A entrada no elevador também chama a atenção. Diferente de músicas instrumentais ou de sucesso internacional, o local tem som ambiente de savanas africanas, com ruídos de alguns animais, o que chega a causar surpresa para quem entra a primeira vez. No bar, todo temático com elementos do jazz, as cores verde e amarela, que também fazem parte da bandeira gabonesa, predominam nas cortinas.

Uma grande piscina com vista para uma pequena praia particular em frente é frequentada por vários hóspedes. Com um andar privativo para evitar o assédio frequente dos fãs, os jogadores da Seleção têm pouco contato com quem está situado no hotel e não pode aproveitar regalias como a imensa piscina, por exemplo.

A privacidade se mostra necessária. A todo o momento, é possível ver diversos torcedores gaboneses postados no hall, em busca de pelo menos uma foto dos jogadores. Horas antes do treino desta quarta, diversas crianças se amontoavam próximas ao ônibus que transporta o Brasil na espera dos atletas. A maioria nem sabia dizer o nome dos brasileiros que enfrentarão a seleção africana na quinta. Os que lembravam, diziam nomes como Kaká, cortado de última hora do amistoso.

Contraste

Se o hotel da Seleção exibe luxo, basta andar alguns passos para ver outro cenário em Libreville. Na porta do Meridien já é possível encontrar ruas pouco conservadas, alagadas e com um trânsito gigantesco. Algumas casas próximas ao hotel também deixam clara a desigualdade existente na capital gabonesa, que é atualmente a 12ª cidade mais cara para se morar, apenas duas posições atrás de São Paulo.

Fundada em 1849, por escravos que foram libertados por franceses de um navio negreiro que seguia para o Brasil, a cidade que traduzindo se chama "Cidade Livre" tem a família Bongo no comando desde 1967. O grande presidente do país, Omar, morreu há dois anos, deixando o filho no comando.

Apesar do nome da cidade, o que se vê é uma população receosa em aparecer em fotos e que pouco fala sobre os problemas do Gabão. Apesar das dificuldades, a população local festeja a presença do Brasil no país e o estádio deve estar lotado nesta quinta.

Em meio aos contrastes da capital do Gabão, Libreville, Seleção Brasileira se hospeda em hotel de luxo para amistoso contra donos da casa; veja imagens
Em meio aos contrastes da capital do Gabão, Libreville, Seleção Brasileira se hospeda em hotel de luxo para amistoso contra donos da casa; veja imagens
Foto: Celso Paiva / Terra
Fonte: Terra
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