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Terra na Copa

Grupo B da Copa entra para história com precoce reedição de final

10 jun 2014 - 18h41
(atualizado às 18h45)
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O grupo B da Copa do Mundo entrará para a história como o primeiro a ter juntos campeão e vice da edição anterior - Espanha e Holanda, que terão a companhia de Chile e Austrália - em uma disputa que será observada atentamente pela seleção brasileira.

Na África do Sul, espanhóis e holandeses fizeram final inédita em que ambos buscavam o primeiro título. A 'Roja' levou a melhor ao vencer na prorrogação por 1 a 0, graças a um gol do meia Andrés Iniesta. Agora, a Arena Fonte Nova, em Salvador, será palco do reencontro das duas seleções, na abertura da chave em 13 de junho.

Detentora da taça mais cobiçada do futebol mundial, a Espanha fala abertamente em "fechar o ciclo". Desde 2008, foram duas Eurocopas e uma Copa do Mundo conquistadas. Para ser perfeito, no entanto, faltou vencer a Copa das Confederações.

E a única derrota em final neste período de ouro do futebol do país aconteceu justamente em território brasileiro, para os donos da casa, em avassaladores 3 a 0 no ano passado. Um desfecho que a equipe comandada por Vicente del Bosque não quer repetir.

Afinal, trata-se da última Copa que será disputada por jogadores que fizeram história, como Xavi, Xabi Alonso e David Villa, e talvez até de Iker Casillas e Fernando Torres. Por isso, a renovação já foi iniciada, com o "bastão" passando para Gérard Piqué, Koke e Sergio Busquets.

Faltava encontrar um "homem-gol", já que os centroavantes espanhóis são cada vez mais contestados. A solução foi apostar em um brasileiro nascido na cidade de Lagarto, no Sergipe: Diego Costa. O jogador deu susto, no entanto, ao sofrer lesão muscular às vésperas do Mundial, mas deverá estar em campo na estreia.

O goleador do Atlético de Madrid desbancou Roberto Soldado, Alvaro Negredo, Fernando Llorente e mesmo tendo disputado apenas três partidas, sem ter marcado gols, deverá ser titular da seleção espanhola na Copa do Mundo.

Apesar das novidades, a 'Roja' não chega a apresentar uma grande reformulação no elenco, situação bem diferente à da vice-campeã mundial Holanda. Apenas sete jogadores que estiveram na Copa de 2010 virão ao Brasil: o goleiro Michel Vorm, o volante Nigel de Jong, o meia Wesley Sneijder e os atacantes Arjen Robben, Robin van Persie, Dirk Kuyt e Klaas-Jan Huntelaar.

Para comandar a geração de jovens atletas da três vezes vice-campeã, está o veterano Louis van Gaal, que depois do torneio assumirá o Manchester United. Ele é o principal responsável pela aposta na reformulação do elenco, tendo deixado de lado atletas mais experientes como Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel e John Heitinga, entre outros.

O grande astro desta seleção agora é Arjen Robben, que nunca deixou de ser protagonista. A sina de "amarelão", no entanto, sempre acompanhou o craque. No Bayern de Munique, contudo, a fama negativa foi sepultada com o gol que definiu o título da Liga dos Campeões da Europa, em 2013.

Mais à frente, caberá a Robin van Persie atormentar os zagueiros rivais. Tendo perdido a reta final da temporada devido a uma lesão, o artilheiro ganhou um tempo para descansar antes da competição, em que pode ser fator de desequilíbrio para "laranjas".

Desacreditada, a seleção holandesa teve ótimo desempenho nas Eliminatórias, conquistando 28 dos 30 pontos possíveis, tendo marcado 34 gols. A fragilidade dos principais adversários: Romênia, Hungria e Turquia, no entanto, coloca em xeque a campanha dos vice-campeões.

"Azarão" na chave de pesos-pesados, o Chile aposta no talento individual e no vitorioso técnico Jorge Sampaoli, para desbancar um dos europeus e conseguir avançar às oitavas de final. Além disso, os bons resultados obtidos contra fortes seleções dão confiança para o a outra 'Roja' do grupo B surpreender.

O ex-comandante da Universidad do Chile assumiu a equipe nacional chilena fora da zona de classificação para a Copa do Mundo, nas Eliminatórias sul-americanas, substituindo o também argentino Claudio Borghi. Com Sampaoli, a seleção embalou e ainda conseguiu o terceiro lugar na competição qualificatória.

Em novembro, os chilenos calaram o estádio de Wembley, vencendo a seleção inglesa por 2 a 0. Antes disso, já haviam empatado com a própria Espanha em 2 a 2 e depois fizeram jogo durissímo contra a Alemanha, em Stuttgart, que acabou com placar de 1 a 0 para os anfitriões.

Entre os craques do elenco estão o atacante Alexis Sánchez e o meia Arturo Vidal. Contra ambos, jogam lesões que podem tirá-los da estreia da Copa contra a Austrália, no dia 13, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

O atleta da Juventus, aliás, é o maior problema, por causa de uma contusão no joelho, que forçou a realização de uma cirurgia, e também por se tratar de um jogador fundamental no esquema de jogo de Sampaoli. Já o companheiro de Neymar no Barcelona se recupera de problema no ombro.

A principal candidata a terminar na lanterna da chave é a Austrália, que ocupa a 62ª colocação no ranking da Fifa, sendo assim a pior entre as classificadas para a Copa do Mundo. Para buscar vaga nas oitavas, o técnico Ange Postecoglou montou um elenco jovem, deixando de fora até o "herói" Josh Kennedy, que marcou o gol que colocou a seleção na Copa.

Dos 23 convocados, apenas 16 fizeram mais de 10 jogos com a camisa da seleção. Ainda assim, há jogadores experientes como Tim Cahill e Mark Bresciano, que já disputaram a maior competição do futebol mundial.

Do grupo B sairão os adversários das seleções classificadas no grupo A, que é encabeçado pelo Brasil, com cruzamento de primeiros contra segundos colocados. Com isso, os pentacampeões poderão encarar já nas oitavas de final a campeã Espanha ou o algoz da última Copa, a Holanda.

EFE   
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