Lúcio é um zagueiro com vasta experiência. Com 34 anos, o defensor passou os últimos 12 anos na Europa e foi apresentado pelo São Paulo nesta quarta-feira. O jogador foi capitão da Seleção Brasileira durante a era Dunga e tem em seu currículo títulos como a Copa do Mundo de 2002 e as Copas das Confederações de 2005 e 2009. Mesmo não sendo mais um garoto, Lúcio sonha em voltar ao Brasil, que agora está sob o comando de Luiz Felipe Scolari.
Lúcio acertou contrato de dois anos com o São Paulo
Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press
"Não posso esconder que tenho esse desejo, mas respeito a decisão do treinado da Seleção Brasileira nos últimos meses. E agora com certeza o mundo se volta para o Brasil e isso traz um crescimento muito grande para o futebol brasileiro. Isso também traz um conforto e uma alegria, sem dúvida nos sentimos mais orgulhosos e felizes de sermos brasileiros", disse o zagueiro.
Lúcio foi apresentado no salão nobre do Estádio do Morumbi, estádio que foi palco de sua estreia pela Seleção. Em 15 de novembro de 2000, o defensor participou da vitória do Brasil por 1 a 0 sobre a Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul.
"Acredito que para mim foi um prazer enorme ter feito parte da Seleção Brasileira, sempre é um orgulho para mim representar o Brasil, acredito que todo jogador sonha em vestir essa camisa. Para mim não é diferente. A minha vontade, meu sonho, é o mesmo daquele novembro aqui no Morumbi onde foi meu primeiro jogo com a seleção", afirmou.
"Sem dúvida a Seleção, independentemente de treinador ou reformulação, vive de resultados. Infelizmente não tem obtido, conquistado títulos, e isso é normal dentro do futebol. Sempre está em busca de resultados positivos. O objetivo dentro da Seleção é sempre jogar, estar no topo de cada competição", comentou Lúcio.
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A briga desta quarta-feira na partida entre São Paulo e Tigre-ARG, que encerrou o jogo no intervalo e deu o título da Copa Sul-Americana de 2012 à equipe paulista, escreveu mais uma página na longa lista de confusões entre os clubes do Brasil e dos outros países latinos em competições sul-americanas. Relembre algumas das mais lamentáveis cenas de pancadaria dos brasileiros nos últimos anos:
Foto: Bruno Santos / Terra
São Paulo x River Plate (ARG), Copa Sul-Americana 2003 Em jogo no Estádio do Morumbi, o São Paulo conseguiu reverter a desvantagem do jogo de ida (derrota por 3 a 1) e venceu por 2 a 0, caindo nos pênaltis. No entanto, no decorrer do jogo, o zagueiro Ameli (River Plate) se envolveu em duas confusões - primeiro com Diego Tardelli, após o primeiro gol, e com Rico, nos acréscimos. Na confusão, Rico, Jean, Luis Fabiano (São Paulo), Ameli, Pereyra e Barrado (River Plate) foram expulso.
Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press
América (MEX) x São Caetano, Copa Libertadores 2004 No fim do jogo, o time paulista comemorava o empate por 1 a 1 no Estádio Azteca, que garantia a vaga nas quartas de final do torneio. A festa azul esquentou os donos da casa, e logo uma briga generalizada começou à beira do gramado. Irritada, a torcida começou a atirar objetos no gramado - inclusive um carrinho de mão - e a invadir o campo. O time paulista acabou classificado, enquanto os mexicanos viram sete torcedores presos.
Foto: AFP
Palmeiras x Cerro Porteño (PAR), Copa Libertadores 2006 Em jogo pela sexta rodada do Grupo G da competição, Palmeiras e Cerro Porteño se enfrentaram em São Paulo. No fim do primeiro tempo, Washington (Palmeiras) e Baéz (Cerro Porteño) iniciaram uma discussão, que logo envolveu os jogadores dos dois times. O zagueiro Douglas se envolveu na confusão, e foi expulso com Baéz pelo árbitro boliviano René Ortubé. No fim, derrota do Palmeiras (já classificado) por 3 a 2.
Foto: Fernando Pilatos / Gazeta Press
Fluminense x Cerro Porteño (PAR), Copa Sul-Americana 2009 Derrotado pelo Fluminense no Estádio do Maracanã por 2 a 1, o Cerro Porteño se irritou com a eliminação nas semifinais da Copa Sul-Americana - o time havia perdido também em casa por 1 a 0. Os jogadores começaram uma briga dentro de campo, e só foram para o vestiário após intervenção dos policiais. Classificado, o Fluminense perdeu o título para a LDU de Quito.
Foto: Fernando Soutello/Agif / Gazeta Press
Estudiantes (ARG) x Internacional, Copa Libertadores 2010 O Inter conseguiu a classificação às semifinais da Libertadores, graças a um gol de Giuliano aos 43min do segundo tempo - o time perdeu por 2 a 1, mas havia vencido por 1 a 0 em Porto Alegre e se beneficiou do gol fora de casa. Batido no Estádio Centenário de Quilmes, o time argentino iniciou uma briga após o jogo: Desábato (Estudiantes) e Abbondanzieri (Inter) trocaram ofensas, e logo mais jogadores se envolveram.
Foto: Getty Images
Argentinos Jrs. (ARG) x Fluminense, Copa Libertadores 2011 Na última rodada do Grupo C da Copa Libertadores de 2010, América (MEX), Nacional (URU), Argentinos Jrs. (ARG) e Fluminense disputavam as vagas para a próxima fase. O time carioca foi a Buenos Aires e venceu o Argentinos Juniors por 4 a 2. Eliminada em casa, a equipe local partiu para cima dos cariocas após o jogo, enquanto objetos eram atirados das arquibancadas. O Flu precisou de escolta para deixar o gramado.
Foto: Getty Images
Santos x Peñarol (URU), Copa Libertadores 2011 Ao vencer a final da Libertadores por 2 a 1 no Estádio do Pacaembu, o Santos se envolveu em uma briga com o Peñarol, iniciada após a invasão de um torcedor que desagradou aos uruguaios. Policiais tentaram apaziguar a situação, mas os dois times voltaram a se encontrar na entrada dos vestiários. Mesmo assim, o Santos pôde comemorar normalmente a conquista do torneio.
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