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Del Bosque diz que convocação de Diego Costa não aumentará torcida contra

8 jun 2014
13h11
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O técnico da seleção da Espanha, Vicente del Bosque, afirmou em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal alemão "Welt am Sonntag" que não acredita que a convocação de Diego Costa aumentará a animosidade da torcida brasileira.

"Durante a Copa das Confederações o público também ficou contra nós. Somos considerados o rival do Brasil, portanto é uma reação normal", disse Del Bosque.

"Haverá momentos da rivalidade que não nos ajudarão a sermos mais queridos pelos brasileiros, mas, em geral, não acho que essa agressividade vá aumentar por ele (Diego Costa) jogar conosco", afirmou.

"Decidiu se tornar em espanhol e jogar conosco. Teve muitos méritos em seu clube nesta temporada com seus gols, sua briga e seu entusiasmo. Um jogador com essas características não é ruim para a gente", opinou o técnico.

Del Bosque descartou a possibilidade das altas temperaturas e a grande umidade esperadas nas partidas durante a Copa do Mundo serem usadas como desculpa em caso de baixo rendimento.

"Penso que não necessitamos nos queixar já que é igual para todos. Acho que a Holanda e o Chile também estão preocupados com o calor", disse o ex-técnico do Real Madrid, para quem o "clima não vai diminuir o rendimento" dos jogadores espanhóis.

Del Bosque rejeitou o papel de favorito da Espanha em um torneio com muitos candidatos ao título.

"Não nos sentimos favoritos. Sentimos a responsabilidade de defender o título jogando um bom campeonato. Mas não favoritos, não somos tolos. Sabemos que só na Europa não há apenas duas ou três mas muitas equipes fantásticas que podem ganhar o Mundial sem problemas" opinou Del Bosque.

No entanto, o técnico arriscou fazer um palpite e disse que "talvez dessa vez se veja uma equipe africana pelo menos perto da final".

Del Bosque também negou que a seleção espanhola seja uma simples reprodução do estilo de jogo do Barcelona. O técnico afirmou que a Espanha joga com uma equipe, acima das individualidades.

"Podemos dizer que Messi é Argentina, que Ronaldo é Portugal ou que Özil é Alemanha. Em comparação, a Espanha é uma equipe na qual nenhum jogador tem essa importância" argumentou.

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EFE   
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