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Confederação Africana declara apoio a Infantino: 'Continuar trabalhando em conjunto com a Fifa'

CAF é aliada de Infantino desde sua eleição e se junta à Conmebol em lado oposto à Uefa

6 ago 2026 - 17h58
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Defendendo seu mandato de presidente da Fifa após duras críticas pela sugestão do polêmico plano comercial, que foi definido como "venda da Copa do Mundo" por entidades do futebol, Gianni Infantino ganhou um importante apoio da Confederação Africana de Futebol (CAF) nesta quinta-feira.

A entidade soltou um comunicado mostrando-se ao lado do dirigente após ele recuar no projeto, pedir desculpas e admitir que seria um erro. "Empenhados em continuar a trabalhar em conjunto com a Fifa, as suas associações, outras confederações e partes interessadas para salvaguardar e aderir às melhores práticas globais de governança", diz um trecho da nota que fala por todas as 54 associações africanas.

Por causa da repercussão negativa da proposta, que daria aos parceiros comerciais cerca de 20% dos lucros em seus eventos, a Fifa voltou atrás da sugestão dada há alguns dias e soltou um comunicado de "arrependimento de Infantino".

Infantino foi à partida de Zâmbia e Malauí pela Copa Africana de Nações Feminina, sediada no Marrocos, na véspera da manifestação da CAF.
Infantino foi à partida de Zâmbia e Malauí pela Copa Africana de Nações Feminina, sediada no Marrocos, na véspera da manifestação da CAF.
Foto: Gianni Infantino via Instagram / Estadão

A Confederação citou a manifestação da Fifa, a qual falou que "acolhe e apoia". "A CAF continuará a concentrar-se em tornar o futebol africano um dos melhores do mundo e reafirma o seu compromisso em aderir às melhores práticas globais de governança, transparência e auditoria", disse Patrice Motsepe, presidente da CAF.

Motsepe ainda revelou não existir motivos para buscar um caminho alternativo na parceria. "Para nós, na África, a adesão à governança, ao devido processo legal e à transparência é crucial e inegociável, uma vez que esta é a prática e a conduta que esperamos dos nossos governos, empresas e outras instituições e organizações. Esta é também a conduta esperada da CAF", destacou.

A Fifa descartou o plano de investimento privado, mas ainda encontra resistência da Uefa, que promete boicote às competições enquanto Infantino estiver no comando.

A Conmebol expressou preocupação com ações unilaterais e reforçou a necessidade de diálogo e respeito às normas. Diferente da Uefa, porém, a entidade sul-americana não apoia boicotes e celebrou a desistência de Gianni Infantino em avançar com um plano comercial.

Estadão
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