Companheiro de Mbappé se manifesta e cobra punição após episódio de racismo
A seleção da França voltou a demonstrar apoio a Kylian Mbappé após os ataques racistas direcionados ao atacante durante a Copa do Mundo. Desta vez, o zagueiro Dayot Upamecano se pronunciou sobre o caso e pediu que a senadora paraguaia Celeste Amarilla, autora das declarações, seja responsabilizada. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, dois dias antes […]
A seleção da França voltou a demonstrar apoio a Kylian Mbappé após os ataques racistas direcionados ao atacante durante a Copa do Mundo. Desta vez, o zagueiro Dayot Upamecano se pronunciou sobre o caso e pediu que a senadora paraguaia Celeste Amarilla, autora das declarações, seja responsabilizada.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira, dois dias antes do duelo contra o Marrocos pelas quartas de final do Mundial, Upamecano afirmou que o episódio fortaleceu a união do elenco francês e reforçou a necessidade de combater o racismo dentro e fora do futebol.
"Precisamos continuar lutando contra o racismo. Espero que essa pessoa enfrente as consequências", declarou o defensor.
O posicionamento do zagueiro se soma ao de outros integrantes da seleção francesa. O atacante Jean-Philippe Mateta também prestou apoio a Mbappé, enquanto a comissão técnica condenou publicamente os ataques sofridos pelo camisa 10.
A repercussão do caso ultrapassou o ambiente esportivo. Após denúncia apresentada pela Federação Francesa de Futebol (FFF), o Ministério Público de Paris abriu uma investigação por suspeita de injúria racial. O episódio também recebeu manifestações de repúdio de autoridades francesas, do governo do Paraguai e do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Mbappé respondeu às ofensas em suas redes sociais e afirmou que não aceitará que episódios de racismo sejam tratados com normalidade. O atacante ainda destacou que as declarações acabaram desviando o foco da campanha da seleção paraguaia na Copa do Mundo.
O pronunciamento de Upamecano ganha um significado ainda maior por sua própria experiência com casos semelhantes. Em 2024, quando defendia o Bayern de Munique, o zagueiro foi alvo de ataques racistas nas redes sociais após uma partida da Liga dos Campeões. Na ocasião, o clube alemão repudiou as mensagens e prestou apoio ao jogador.
Enquanto o caso segue sendo investigado pelas autoridades francesas, a seleção comandada por Didier Deschamps tenta manter o foco na disputa do Mundial. A equipe enfrenta o Marrocos em busca de uma vaga nas semifinais, mas continua demonstrando apoio público ao seu principal jogador diante da repercussão do episódio.
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