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Comitê confirma insultos racistas a Hulk e deve punir clube

1 out 2014
09h11
atualizado às 13h08
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Uma semana após o caso envolvendo o zagueiro Christopher Samba, do Dinamo de Moscou, o Comitê Disciplinar do Campeonato Russo está analisando mais um episódio de racismo nas arquibancadas da competição. Desta vez, a vítima teria sido o brasileiro Hulk, do Zenit, que confirmou ter sido alvo de torcedores do Spartak Moscou no último sábado, quando as duas equipes empataram sem gols em São Petesburgo.

El brasileño no es el primer jugador en recibir ataques racistas de los hinchas
El brasileño no es el primer jugador en recibir ataques racistas de los hinchas
Foto: Getty Images

"Passei por um caso de racismo no último jogo. No primeiro tempo, pude ouvir imitações de macaco, e não eram gritos isolados, mas sim de um grande grupo de pessoas. Isso se repetiu na saída para o intervalo. Levo isso como uma afronta pessoal e um insulto contra o clube. Essas coisas são absolutamente inaceitáveis e as autoridades do futebol precisam ser consistentes na briga contra o racismo", denunciou o brasileiro em entrevista ao Sport Express.

O caso foi levado ao Comitê Disciplinar local, que admitiu ter imagens que comprovam a acusação do atacante da Seleção Brasileira. "O delegado do jogo relatou ter ouvido insultos a Hulk aos 25 e aos 45 minutos do primeiro tempo. Já solicitamos as imagens à emissora de TV, que gravou as ofensas vindo de parte da torcida visitante", declarou Arthur Grigor, presidente da entidade.

Com isso, o Spartak deve ser forçado a atuar de portões fechados nas próximas semanas. No domingo, o Comitê local havia punido o Torpedo por atos racistas a Samba, do Dinamo, da mesma forma. No entanto, a entidade criou polêmica ao também punir o zagueiro francês, que, como resposta, fez gestos obscenos em direção aos torcedores.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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