Comentarista da Globo se revolta com arbitragem durante jogo do Flamengo
Empate fora de casa fica marcado por lance controverso e críticas ao VAR
O empate por 1 a 1 entre Estudiantes e Flamengo, na última quarta-feira (29), pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, terminou cercado por discussões que ultrapassaram o resultado dentro de campo. A atuação da arbitragem, especialmente em um lance específico no segundo tempo, gerou forte repercussão durante e após a partida.
A comentarista Ana Thaís Matos, durante a transmissão da TV Globo, foi direta ao avaliar a condução do árbitro chileno Piero Maza. Para ela, houve um erro claro ao não expulsar o jogador Tomás Palacio, do Estudiantes, após uma entrada considerada violenta sobre Bruno Henrique aos 30 minutos da etapa final.
Lance polêmico acende debate sobre uso do VAR
O momento que gerou maior indignação ocorreu aos 75 minutos, quando Palacio atingiu o atacante rubro-negro com intensidade em uma disputa de bola. Apesar da dureza da jogada, o árbitro optou apenas por marcar a falta, sem aplicar cartão disciplinar. O VAR, por sua vez, também não recomendou revisão da decisão em campo.
A ausência de uma punição mais severa causou revolta imediata na cabine de transmissão. Ana Thaís Matos não poupou críticas e classificou o lance como passível de expulsão direta, destacando a força empregada pelo atleta argentino. Segundo a comentarista, a não intervenção da arbitragem de vídeo agrava ainda mais o erro inicial.
— Gente, é um absurdo o árbitro não olhar, nem o VAR ter uma comunicação. Foi uma jogada para cartão vermelho direto. O jogador do Estudiantes foi com muita força — afirmou durante a transmissão.
A análise da comentarista reforça uma discussão recorrente no futebol sul-americano: a consistência nas decisões com o auxílio da tecnologia. Em um torneio de alto nível como a Libertadores, lances desse tipo costumam ser decisivos não apenas no andamento da partida, mas também no equilíbrio da competição.
Dentro de campo, o Flamengo conseguiu segurar o empate mesmo atuando fora de casa, somando um ponto importante na tabela do grupo. No entanto, a sensação após o apito final foi de que o resultado ficou em segundo plano diante da polêmica envolvendo a arbitragem.
O episódio reacende o debate sobre critérios adotados pelos árbitros e a efetividade do VAR, ferramenta que deveria reduzir erros, mas que, em situações como essa, acaba ampliando as críticas e a desconfiança de jogadores, comissão técnica e especialistas.
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