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Brasileiro Série A

STF reitera Sport campeão de 1987 e aplica multa ao Flamengo

Gazeta Press
5 dez 2017
23h34
atualizado em 6/12/2017 às 08h12
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A taça de bolinhas de 1987 ainda causa polêmica e mais um novo capítulo foi escrito na tarde desta terça-feira. O Superior Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, rejeitou o recurso apresentado pelo Flamengo para discussão sobre título do Campeonato Brasileiro de 1987 e manteve a postura de considerar o Sport como campeão legítimo, como já havia feito na audiência de 4 de março. Além disso, o Rubro-Negro Carioca ainda foi multado, e terá que pagar 2% do valor da causa ao clube pernambucano. A favor do Sport votaram os ministros Marco Aurélio Mello (relator do caso), Alexandre de Moraes e Rosa Weber.

Entenda o caso - Atravessando uma grande crise financeira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu mão de organizar o Campeonato Brasileiro de 1987, deixando o Clube dos 13 formular o torneio, chamado de Copa União.

Posteriormente, a CBF voltou atrás e decidiu realizar um outro campeonato com os clubes que foram excluídos da Copa União. Os times foram divididos em dois módulos. O módulo verde era composto pelos clubes integrantes do Clube dos 13, já o módulo amarelo abrigava as equipes que não jogaram a Copa União.

O Flamengo, campeão do módulo verde, e o Internacional, vice-campeão, se recusaram a jogar contra o Sport e o Guarani, campeão e vice, respectivamente, do módulo amarelo. Desde então muito se discute sobre quem é o verdadeiro campeão brasileiro de 1987.

Em função de todo esse imbróglio, criou-se uma segunda polêmica: quem é o dono da Taça das Bolinhas? O troféu foi criado para ser entregue ao primeiro pentacampeão do Campeonato Brasileiro, criado em 1971. Como a justiça não considera o Flamengo campeão de 87, o São Paulo herda a posição de primeiro a conseguir cinco títulos da principal competição do país. O Tricolor Paulista, inclusive, já fez a requisição para receber a Taça das Bolinhas, mas ainda não obteve sucesso e o objeto de desejo segue guardado dentro de uma agência da Caixa Econômica Federa, em São Paulo.

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