Preso, Breno relata dor por distância da família e diz: São Paulo é minha casa
O zagueiro Breno conta os dias na Europa para concluir o cumprimento de pena em regime semiaberto em uma penitenciária na Alemanha e retornar ao São Paulo. Preso desde 2012 sob a acusação de incendiar a casa onde morava, em Munique, o atleta hoje em dia trabalha como uma espécie de office-boy no Bayern, mas já tem um acordo para voltar ao clube do Morumbi, que o revelou ao futebol. Em entrevista ao programa Esporte Espetacular, da TV Globo, o jogador se animou ao ouvir mensagens de apoio do treinador Muricy Ramalho e do auxiliar Milton Cruz e não escondeu a ansiedade para regressar ao time.
“Os dois (Muricy e Milton Cruz) são peças importantes no São Paulo, isso me dá força e motivação cada dia mais. Estou contando os dias para estar de volta ao São Paulo, que é a minha casa”, declarou Breno, projetado ao futebol profissional na década passada e um dos destaques do Campeonato Brasileiro de 2007. Ele foi negociado com o Bayern de Munique por 19 milhões de euros, mas não conseguiu se firmar no time alemão – especialmente por conta das sucessivas lesões.
Breno, que não tem mais contrato profissional com o Bayern, trabalha atualmente nos escritórios do clube. “Vou buscar o jornal, levar uma caixa ao correio... e quando não tenho trabalho no escritório faço meu treinamento sozinho”, disse o jogador, 24 anos, que tem pouco contato com bola e realiza exercícios físicos nas academias do time. O zagueiro não se alongou no episódio que causou em sua prisão. “Foi um acidente, mas não é um momento confortável para falar. Quem sabe mais para a frente?”, acrescentou o jogador, que se emociona ao falar sobre a atual condição. “Não sou de chorar, mas é difícil e dói demais. Só que o mais difícil já passou”, lembrou o atleta, que passou 13 meses em regime fechado.
O zagueiro, que chegou a chorar durante a entrevista, deve ser libertado entre abril ou maio do ano que vem, segundo seu advogado – atualmente, ele passa cerca de 48 horas por mês com a família. Ele e a mulher sobrevivem graças a uma entrada de R$ 14 mil mensais (R$ 9 mil do aluguel de um apartamento e R$ 5 mil de ajuda de custo do São Paulo). No Bayern, ele tinha um salário de 100 mil euros (quase R$ 300 mil).