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Brasileiro Série A

Falha, pênalti, torcida.. Jogadores do São Paulo em êxtase após virada

13 ago 2017
13h42
atualizado às 13h42
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A emoção tomou conta dos jogadores do São Paulo depois de uma virada improvável, mas muito festejada sobre o Cruzeiro, no Morumbi lotado. Depois de levar a virada no segundo tempo, o Tricolor teve força para reagir e conquistar os três pontos em um duelo que ainda teve duas expulsões e muito drama nos minutos finais. Ainda no gramado, os são-paulinos falaram sobre as polêmicas, alguns fizeram uma breve análise, mas a tensão e a sensação de alívio ainda eram notórias.

Sempre tentando se manter equilibrado, Hernanes, autor de dois gols e capitão da equipe, deixou claro que, apesar dos três pontos, o São Paulo precisa tirar algumas lições do jogo desse domingo, em que o Cruzeiro foi dominante em quase que todo o tempo.

"Hoje eu tive a felicidade de fazer os gols, mas o Renan fez defesas, o Rodrigo Caio e o Arboleda fecharam atrás. Cada um apareceu para contribuir com a vitória. Continuar com os pés no chão. No primeiro tempo, deixamos o Cruzeiro jogar, depois quisemos mudar. Temos que saber nossas limitações, nos fechar atrás e aproveitar o contra-ataque", ensinou o meio-campista, que após o apito final, chutou a bola em direção à arquibancada.

"O torcedor merece. A bola foi porque eles merecem. Não sei o que eu estaria sentindo se estivesse ali. É sofrimento. Eles estão de parabéns", exaltou o Profeta.

Rodrigo Caio aproveitou para assumir a falha no segundo gol cruzeirense, mas preferiu valorizar o poder de reação do São Paulo depois de passar por muitos apuros na partida.

"Vencer era o caminho, sabíamos da dificuldade. Abrimos o placar, tomamos a virada, lutamos, batalhamos. Estão todos de parabéns. A gente vinha tomando gols sem reagir e hoje mostramos poder de reação. Bobeira minha na virada, mas o grupo se fechou de uma forma bonita e venceu para ter confiança", disse o zagueiro convocado por Tite para a Seleção Brasileira, que chegou a pedir desculpa aos companheiros no vestiário.

"Eu dominei a bola, o Sassá deu uma escorada em mim e roubou a bola. Não foi falta. Foi excesso de confiança meu. Pedi desculpas no vestiário, poderia ter jogado a bola na lateral. Ainda mais no momento difícil. Assumi a responsabilidade. Aprendizado para que não erre mais", explicou.

Outro que saiu de campo dando explicações foi Gilberto. O centroavante protagonizou o pênalti que resultou no gol da vitória do São Paulo. O lance gerou muita reclamação dos atletas do Cruzeiro, mas Gilberto defendeu a decisão da arbitragem.

"Ninguém é elástico. Bateu no meu quadril e ninguém tem força para retomar. O torcedor sabe que pode confiar em mim e eu confio neles. Sabem que vou me entregar e vice-versa", comentou o camisa 17.

Quem também falou bastante da torcida são-paulina foi Jucilei. Ainda no primeiro tempo, o volante teve o nome gritado por alguns torcedores e, depois de entrar no intervalo na vaga de Militão, foi ovacionado.

"Torcida maravilhosa, estão de parabéns. Fico feliz pelo reconhecimento desde o começo do ano. Eu falei que respeito a opinião do Dorival, que é um grande treinador, mas eu quero sempre jogar. O importante é o time fazer os três pontos. O time está de parabéns pela entrega e reação. Agora é comemorar. Jogo truncado, sabíamos da dificuldade, bola bate e não entra. Tem dia que dá tudo errado, hoje deu certo", concluiu Jucilei.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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