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Cruzeiro perde para o Palmeiras e é rebaixado pela 1ª vez

Raposa joga mal e vai disputar a Série B em 2020

8 dez 2019
18h01
atualizado às 18h06
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Foto: Gazeta Press

O dia 8 de dezembro vai ficar marcado como a data da maior decepção dos 98 anos de história de Cruzeiro. Neste domingo, o time mineiro foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro com a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, no Mineirão. Foi a primeira queda do Cruzeiro.

Os torcedores se dividiram entre a tristeza e a revolta. Assentos das cadeiras do Mineirão foram quebrados e atirados em direção ao gramado. A polícia se dirigiu às arquibancadas para conter os atos de vandalismo. Sons de bombas eram ouvidos dentro do estádio do Mineirão. Por conta do tumulto, o jogo foi encerrado aos 40 minutos.

O time mineiro chegou à última rodada com a obrigação de vencer o Palmeiras. Além disso, tinha de torcer por derrota do Ceará diante do Botafogo no Rio. Não conseguiu nem uma coisa nem outra.

Obviamente, a queda não foi definida neste domingo. O Cruzeiro foi caindo ao longo da temporada a cada troca de treinador - a sequência teve Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista -, e também por conta da grave crise financeira e das irregularidades na venda de jogadores que ainda podem gerar sanções na Fifa. A queda foi um processo lento ao longo de 2019.

Havia esperança da torcida no início do jogo. Na hora do Hino Nacional, os torcedores rezaram e foram acompanhandos pelo técnico Adilson Batista. Os cruzeirenses tinham uma esperança miúda, que foi se diluindo no decorrer da partida em que o time mais uma vez criou e não mostrou força para evitar o rebaixamento.

Não foi um jogo de rigorosa obediência tática. Nem poderia ser. A bola queimava no pé dos cruzeirenses nas jogadas mais agudas. O time da casa também teve dificuldades para superar os desfalques. Dedé, Robinho e Rodriguinho estavam contundidos; Ariel Cabral, Edilson e Egídio, suspensos. Thiago Neves está segue afastado do grupo.

Além do nervosismo e da ausência de peças importantes, o Cruzeiro teve de resolver uma questão tática delicada. A equipe não quis acelerar o jogo e atacar com muitos jogadores para não correr riscos de sofrer o contra-ataque - sofrer um gol seria um golpe quase mortal. Foi esse drama que o time viveu aos 44 quando cruzou e o zagueiro Cacá afasta.

Melhor tecnicamente, o Palmeiras tomou a iniciativa em vários momentos. Teve mais tranquilidade para atacar. As chances, no entanto, foram raras. A melhor delas foi um chute cruzado e rasteiro de Zé Rafael, que Fábio espalmou para escanteio aos 15 minutos. O Palmeiras fez um jogo desinteressado, protocolar, só para cumprir tabela.

Nesse contexto, o jogo se arrastou morno. A grande alegria da torcida cruzeirense veio do Rio de Janeiro. Por volta dos 39 minutos, o Botafogo abriu o placar diante do Ceará, placar fundamental para o time cruzeirense. Cruzeirenses vibravam como se o gol tivesse saído no próprio Mineirão. Metade do caminho estava percorrido. Mas o time de Minas não conseguiu

No início do jogo, Adilson optou por um ataque com mais rápido com Ezequiel e Pedro Rocha, mas a bola não chegava ao ataque. Ele trocou Ezequiel por Sassi para conseguir maior efetividade e passou a atacar mais.

O castigo veio ligeiro, em um contra-ataque. Aos 12 minutos, Dudu deu belo toque de calcanhar, Diogo Barbosa cruzou e Zé Rafael calou o Mineirão: 1 a 0. O Cruzeiro não conseguiu fazer a sua parte e começava a se confirmar o rebaixamento. Dez minutos, depois, o silêncio se tornou absoluto: no jogo do Rio, o Ceará empatou. Com isso, a combinação de resultados necessária para o Cruzeiro se salvar estava duplamente comprometida.

O segundo gol do Palmeiras, com cabeçada no ângulo de Dudu, acabou com qualquer chance de reação. O clima ficou tenso com tumulto nas arquibancadas e a partida foi interrompida em vários momentos. Sons de bombas eram ouvidos dentro do estádio.

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Estadão
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