Corinthians x Mirassol terá Polícia Civil de sobreaviso após manifestações nas redes sociais
Publicações contra árbitros e a situação deliciada do Alvinegro Paulista no Brasileirão mobilizaram órgãos da segurança pública de São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo acompanhará de perto o jogo entre Corinthians e Mirassol, às 20h (de Brasília) desta sexta-feira, 30, na Neo Química Arena, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em nota, o órgão afirma que considerou o momento do Alvinegro Paulista no Brasileirão e manifestações em redes sociais.
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Na manifestação, a Polícia Civil aponta que está de sobreaviso por meio da Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).
"Estamos atentos à situação e adotando medidas preventivas de polícia judiciária para identificar e coibir eventuais condutas criminosas, buscando preservar a segurança e a ordem durante a partida", informou o órgão.
Duas das principais torcidas organizadas do Corinthians entraram na mira de órgãos da segurança pública: na última quinta-feira, 29, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a abertura de uma investigação criminal contra Alexandre Domênico, o Alê, presidente da Gaviões da Fiel, por uma suposta ameaça contra a arbitragem.
Em uma publicação no Instagram, Alê escreveu que 'a cota de vocês roubarem a gente dentro da Arena já deu', em relação à arbitragem, e que a torcida organizada sabe onde os árbitros se hospedam.
"Isso não é uma ameaça. Só estamos avisando que já está ficando insustentável segurar a massa", escreveu Alê na quarta-feira, 28. Em representação, a CBF alega que a mensagem tem 'natureza intimidatória', em uma conduta que pode ser enquadrada nos crimes de ameaça e incitação ao crime.
A CBF pediu, ainda, instauração de procedimento investigatório criminal ou inquérito policial e o reforço da segurança da equipe de arbitragem para os jogos contra Mirassol e São Paulo. O MP-SP deverá analisar o pedido. Em nota, Alê afirma que a publicação aconteceu em um contexto de 'cabeça quente' como torcedor, não como representante da torcida organizada: "Não foi ameaça e nunca será".
Outra torcida organizada que foi alvo de recomendação da Promotoria paulista é a Camisa 12, que foi suspensa administrativamente até o fim de 2026, em virtude de episódios de violência ocorridos em 16 de setembro, marcado também por atos violentos de intimidação direcionados à equipe do Corinthians.
Na ocasião, após os confronto entre Corinthians e Estudiantes de La Plata, pelas quartas de final da Copa Libertadores, torcedores se concentraram nos arredores da Neo Química Artena e abordaram veículos que deixavam o estádio para identificar se transportavam atletas do clube, apontou o MP-SP.
A Promotoria leva em conta relatórios policiais, que apontam que as abordagens dos torcedores evoluíram para cercamento de automóveis, constrangimento dos ocupantes, chutes contra veículos e arremesso de objetos. Houve, ainda, relato de possível disparo de arma de fogo para o alto.
Com a medida, os associados poderão acessar os estádios durante os jogos de todas as categorias, mas sem faixas, bandeiras, intrumentos musicais ou quaisquer artefatos ou acessórios que permitam identificar a torcida organizada Camisa 12.
Com seis jogos restantes até o fim do Campeonato Brasileiro de 2026, o Corinthians enfrenta situação delicada na competição de pontos corridos: o Alvinegro Paulista está na 18ª colocação, na zona de rebaixamento, com 33 pontos.

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