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Brasileiro Série A

Cambista relata esquema de compra e venda de ingressos

2 dez 2010 - 10h35
(atualizado às 11h27)
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Não são apenas os cambistas que lucram com a venda informal de ingressos. Um homem, identificado apenas como L. N., contou com detalhes como funciona a venda de ingressos de forma ilegal e garantiu que o próprio cambista é quem menos lucra nessa história.

"Nós agimos para outras pessoas. Tem gente com muita grana trabalhando em conjunto. O esquema vai além, tem muita gente, principalmente da Polícia Civil, que facilita a nossa vida. Sem contar que dentro do clube muitas pessoas têm interesse nessa venda informal de ingressos", revelou L. N., que mostrou, em seguida, um monte com cerca de 40 ingressos comprados antes mesmo de as vendas começarem de forma oficial.

O cambista afirmou que não precisa sequer ter o trabalho de ficar na fila. No momento em que conversava com a reportagem, ele estava sentado em um bar bebendo cerveja e comendo alguns petiscos. Em seguida, um segundo homem chegou com uma nova carga de ingressos e entregou para ele. Ao ser questionado se os bilhetes seriam falsos, rebateu no mesmo instante.

"Quem vende ingresso falso é amador, não são cambistas de verdade. Funcionamos como uma empresa e todos lucram. Temos liberdade para agir no dia da venda de ingressos, porque temos alguém por cima nos acobertando. Já no dia de jogo fica mais difícil de vender, até porque não existem tantos conhecidos nos ajudando", contou.

Serviços oferecem até entrega em casa

A venda amadora e ilegal de ingressos está cada vez mais sem espaço no mercado. Cada vez mais organizados, os cambistas ouvidos pela reportagem preferem ser tratados como promotores de venda, afinal, se organizam em uma estrutura de comercialização de ingressos de uma empresa.

O responsável pela "empresa", identificado como F.D., revelou detalhes do esquema de venda, que conta com o serviço de entrega em domicílio e acompanhamento no dia do evento, tudo já incluído no valor do ingresso. Um bilhete para Fluminense e Guarani já valia R$ 250 no fim da tarde de quarta-feira.

Entretanto, o investimento no segmento esportivo ainda é novidade para F.D., que se especializou na venda de ingressos para turistas em eventos culturais, como Carnaval.

"Nosso forte é a venda de ingressos para o Carnaval, no Sambódromo, mas também temos investido em jogos de futebol decisivos. Oferecemos toda a comodidade aos clientes", disse F.D.

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fonte: Lancepress!
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