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Brasileirão terá 10 novas regras de arbitragem a partir da 23ª rodada; veja detalhes

Dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B se reúnem na CBF e aprovam normas 'anti-cera' usadas na Copa do Mundo e ampliação da atuação do VAR

10 ago 2026 - 17h34
(atualizado às 18h51)
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O Brasileirão terá 10 mudanças relacionadas à arbitragem a partir da próxima rodada, a 23ª. Dirigentes de todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram com os dirigentes da CBF nesta segunda-feira, 10, no Rio, e aprovaram as novas regras, nove delas que passam a valer nesta semana e uma que será implementada em 2027.

As novas regras foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) antes da Copa do Mundo com a ideia de combater a cera, deixar as partidas mais dinâmicas e reduzir a perda de tempo. Também foram definidos ajustes no protocolo do VAR.

O árbitro de vídeo poderá intervir mais vezes, ampliando sua atuação no jogo, e ficará mais "poderoso". A maioria das normas discutidas e aprovadas foi adotada pela Fifa na última Copa do Mundo.

Todos presidentes de clubes presentes no encontro concordaram com as mudanças. Alguns, porém, segundo apurou o Estadão, consideraram prematuro implementar as alterações neste momento. Mesmo assim, a maioria aprovou. As alterações serão aplicadas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1.

Árbitro apresenta cartão amarelo em jogo do Brasileirão, que vai aplicar novas regras da Copa do Mundo
Árbitro apresenta cartão amarelo em jogo do Brasileirão, que vai aplicar novas regras da Copa do Mundo
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Entre as normas aprovadas está a chamada "Lei Vini Jr.", que pune com cartão vermelho o jogador que tapar a boca em discussões com adversários.

Na reunião, a CBF apresentou os estudos sobre impactos das mudanças das regras e mostrou o cronograma para a adoção nos torneios organizados pela entidade.

A CBF argumenta que a prioridade, com as mudanças, é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas, problema evidenciado em relatório produziu com dados da empresa OPTA Stats Perform que mostrou que, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando no Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos. A meta da Fifa é de 60 minutos de bola rolando.

As novas regras aprovadas

  • Oito segundos com a bola nas mãos: goleiro que exceder o limite gera escanteio ao adversário.
  • Cinco segundos para arremesso lateral: contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
  • Cinco segundos para cobrar tiro de meta: árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, é concedido escanteio ao adversário.
  • Dez segundos para deixar o campo em substituições: jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo rapidamente, sem caminhar.
  • Um minuto fora após atendimento: jogador que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
  • Jogador de linha fica fora por um minuto após atendimento ao goleiro: treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
  • Somente o capitão fala com o árbitro: um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
  • 'Lei Vini Jr: vermelho para quem tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário.

VAR mais 'poderoso'

A atuação do árbitro de vídeo foi ampliada. Antes, o VAR podia intervir em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o novo protocolo prevê mais duas correções:

  • Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo: árbitro de vídeo pode revisar cartão que resulta em expulsão.
  • Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027): Revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.

O VAR pode avisar ao árbitro sem que ele tenha de ir ao monitor rever o lance, já que são lances objetivos.

Estadão
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