Boicote da Uefa à Fifa repercute na imprensa internacional; Veja
Decisão da entidade europeia ocorre após plano da Fifa de criar empresa para administrar a Copa do Mundo, com venda de ações a investidores
A decisão da Uefa de boicotar as competições da Fifa caso a entidade leve adiante o plano de vender participações comerciais de seus principais torneios, como a Copa do Mundo, para investidores privados ganhou ampla repercussão na imprensa internacional nesta quinta-feira (30). A entidade europeia e suas 55 federações são contra a proposta.
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No Reino Unido, o The Guardian apontou a posição da Uefa como uma decisão que mostra como “Infantino enfrenta uma batalha árdua para levar adiante seu plano”, destacando que as 55 associações nacionais europeias aprovaram por unanimidade o boicote. O jornal ressaltou que a medida atingiria competições como as Copas do Mundo masculina e feminina. Além disso, avaliou que provavelmente o primeiro torneio afetado seria a Copa do Mundo Feminina Sub-20, que começa em 5 de setembro.
Também no Reino Unido, a BBC destacou que, além da Uefa, a “Concacaf, entidade que rege o futebol na América do Norte e Central e que sediou a Copa do Mundo deste ano, afirmou que suas 41 associações membros ‘rejeitaram’ a proposta feita pelo presidente da Fifa”.
Na Espanha, o Marca deu destaque ao apoio unânime das federações filiadas à Uefa e à firme defesa de que a Copa do Mundo não pode ser tratada como um ativo financeiro. O jornal também ressaltou a liderança do presidente da Uefa, Aleksander Čeferin, com um comunicado enfatizando que o futebol deve permanecer sob controle das entidades esportivas e não do mercado financeiro.
Já o argentino Olé abordou a crescente tensão política envolvendo Gianni Infantino e as confederações continentais. Segundo o Olé, o Mundial de Clubes e a Copa do Mundo são as principais competições ameaçadas. O veículo destacou que a proposta da Fifa abriu uma disputa sobre o futuro da governança do futebol e colocou em lados opostos a entidade máxima do esporte e a principal confederação do mundo, levantando dúvidas sobre os próximos passos das negociações.
Nos Estados Unidos, o The Athletic analisou que várias confederações contestaram o processo adotado pela Fifa, como a Concacaf, “que acusou a FIFA de não ter realizado consultas sobre as propostas”. Também destacou a insatisfação da confederação asiática, a AFC, que manifestou decepção pelo fato de uma questão de tamanha relevância ter vindo a público antes que tivesse a oportunidade de analisá-la e discuti-la pelos canais de governança apropriados e estabelecidos.
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