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Biografia mostra paixão de Felipe Neto pelo Botafogo

Youtuber e empresário dos mais bem-sucedidos do País até já perdoou dívida do clube

21 jun 2021 09h33
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Felipe Neto não tem as pernas tortas, mas é atrevido, irreverente, deixa o adversário estatelado no meio do chão. Joga na seleção dos youtubers do Brasil. É o dono da bola, do campo, do uniforme e da rede.

Com seu “estilo Garrincha”, conta com o apoio de milhões e desperta o ódio de outros tantos – em geral daqueles que tombam diante de suas frases (dribles) de efeito e da autoridade com que expressa opiniões sobre os mais diversos temas.

Felipe fez elogios à sua biografia não autorizada
Felipe fez elogios à sua biografia não autorizada
Foto: Reprodução

Essas características têm muito a ver com sua paixão pelo Botafogo. É um torcedor visceral. Inquieta-se, explode em palavrões, é impulsivo quando o time perde um jogo ou é eliminado de uma competição ou sofre rebaixamento – tudo isso passou a ser rotina nos últimos anos.

Não se sabe se já teve a intenção de inventar algum jogo virtual que, enfim, elevaria o Botafogo ao topo. Certo mesmo é que Felipe, 33 anos, nascido no subúrbio carioca de Cascadura (mesmo bairro do autor deste texto), não marca compromissos no horário de partidas do Alvinegro.

Reúne-se em geral com outros botafoguenses para assistir aos jogos pela TV. Antes da pandemia, gostava de ir aos estádios uma ou outra vez para conferir se valia a pena o esforço. Cumpria esse seu dever, quase cívico, em companhia do humorista Marcelo Adnet e do jornalista João Pedro Paes Leme – também torcedores do clube.

Detalhes dessa relação de amor, com dissensões, que ele mantém com o Botafogo desde criança estão na biografia “Felipe Neto, o Influenciador”, do jornalista Nelson Lima Neto, lançada recentemente pela Editora Máquina de Livros (R$ 49, impresso; R$ 32,90, e-book, www.maquinadelivros.com.br).

Ali há o relato, por exemplo, da iniciativa do youtuber em patrocinar o Botafogo num único jogo, contra o Palmeiras, em 2017. O sucesso da parceria foi tamanho que o contrato acabou estendido pela temporada de 2018.

Ter uma empresa sua como patrocinadora não impedia Felipe de criticar o time. Nas redes sociais, “cornetava” os jogadores ou o técnico, ou todos eles, se não ficasse satisfeito com alguma atuação. Não deixava ilesos também os dirigentes, vítimas de sua doce acidez quando a coisa desandava em campo.

Chegou até a perdoar uma dívida de R$ 175 mil do Botafogo, a quem ofereceu a quantia para ajudar na contratação de um jogador, em 2018.

O livro aborda muito mais que futebol, com a descrição de lances em que Felipe não perdeu o controle da bola nem mesmo quando acossado por jogadores sem qualidade técnica, brucutus em evidência no País. Teve embates memoráveis com alguns deles. Veloz, bom de cabeça e com ótima visão de jogo, Felipe Neto é hoje referência nacional. É bom já ir se acostumando com seu nome.

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