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Futebol

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Bélgica disse que não obteve resposta da Fifa e vai contestar liberação de Balogun nas oitavas

Entidade que comanda o futebol suspendeu a punição automática que o jogador teria de cumprir

6 jul 2026 - 13h07
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O jogo entre Bélgica e Estados Unidos, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, vai ter início somente às 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira, mas a questão sobre a suspensão do cartão vermelho dado a Folarin Balogun, no jogo contra a Bósnia, pela segunda fase do torneio, ainda movimenta o noticiário. Por meio de um comunicado, a Bélgica disse que não obteve uma resposta da Fifa sobre a revogação da punição ao atleta (que neste caso ganha condições de entrar em campo) e promete recorrer.

O comunicado informa ainda que "após tomar conhecimento, por meio da imprensa, da decisão da Fifa de revogar a suspensão automática do jogador Balogun, a RBFA enviou uma carta à entidade que comanda o futebol solicitando uma cópia da decisão e uma explicação sobre o processo adotado, além de expor sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis".

Diante deste cenário, a federação belga declarou que a única resposta da Fifa veio em forma de um ofício "afirmando considerar tal correspondência como um recurso, informando que um juiz havia sido designado e que a RBFA tinha apenas algumas horas para formalizar esse recurso". Os dirigentes da Bélgica afirmaram na nota ainda que a entidade comandada por Gianni Infantino não forneceu nenhuma informação adicional.

Segundo informações do portal "The Athletic", o Comitê de Apelação da Fifa deu o prazo para a federação belga apresentar suas alegações até às 13h (horário de Brasília), o que pode provocar uma reviravolta horas antes do confronto entre americanos e belgas neste jogo das oitavas.

O caso ganhou repercussão e aumentou a polêmica em torno da suspensão do cartão vermelho dado a Folarin Balogun. O ex-presidente Joseph Blatter também se posicionou sobre o assunto e criticou a medida adotada pela Fifa, que suspendeu a punição automática que o jogador teria de cumprir.

Em suas redes sociais, o ex-dirigente condenou o episódio e afirmou que o "futebol jamais deve se tornar um terreno para o exercício de poder político", diz parte do trecho da postagem, reforçando o valor das regras vigentes no esporte.

"Cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. Eles são revertidos com base em regras, evidências e decisões de órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém junto ao presidente da Fifa - e um jogador é repentinamente liberado antes de um jogo de mata-mata da Copa do Mundo -, a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis (Para onde vais), Fifa?", escreveu.

Estadão
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