Bárbara Coelho diz viver sonho com Flu na Cazé TV, mas avisa: 'Não diminui meu profissionalismo'
Apresentadora chamou a atenção ao se emocionar em entrevista após classificação do Fluminense
Quando deixou a Globo para se tornar repórter da Cazé TV, muita gente pode ter estranhado a decisão de Bárbara Coelho. Mas aí, veio o Mundial de Clubes e o nome da ex-apresentadora do Esporte Espetacular se tornou um dos mais comentados nas redes sociais pelo trabalho feito ao lado de Thiago Neves, ex-jogador.
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Ainda que descarte o status de "nova Bárbara", a jornalista tem chamado a atenção por uma postura diferente da que as pessoas estavam acostumadas a ver na Globo. Em destaque o pós-jogo entre Fluminense e Al Hilal. Naquele momento, com o seu time de coração entre os quatro melhores do mundo, a repórter deixou transparecer um pouco do sentimento dos torcedores do Tricolor carioca. Ao agradecer Thiago Silva pela atuação em mais um jogo, teve de segurar as lágrimas.
Com o Mundial de Clubes, Bárbara fez sua estreia na Cazé TV, três meses após deixar a Globo. Ela é a repórter que acompanha o Fluminense pelos Estados Unidos, seu time de coração.
“Eu estou vivendo um sonho, porque o Fluminense faz parte da minha vida, da minha escolha profissional. Tenho uma grande admiração e respeito por todos os clubes, mas a minha torcida, a minha paixão me envolve nesse time. E eu nunca tinha vivido profissionalmente uma experiência tão intensa, em que eu pudesse transmitir, transbordar o que eu sinto. Então, pra mim foi uma experiência mágica e que eu acredito que não diminui em nada o meu profissionalismo, o meu trabalho e a minha entrega em relação a outros clubes”, falou Bárbara em entrevista exclusiva ao Terra.
Ver Bárbara Coelho falando em "experiência mágica" depois de mais de 16 anos de carreira, com passagens por Esporte Interativo e Band, além de mais de 12 anos na Globo, pode até causar estranheza. Mas, quando decidiu trocar a emissora em que apresentou o Esporte Espetacular para ir para a Cazé TV, ela não esperava uma reviravolta dessa.
“Eu não imaginava (viver isso). Eu sabia que eu conseguiria me apropriar mais de uma linguagem que faria com que eu me conectasse com outros públicos. Isso era uma coisa que eu buscava quando aceitei a proposta da CazéTV. Mas essa experiência vem superando todas as expectativas, eu já cheguei com essa grande missão, que é a Copa do Mundo de Clubes. Então, já foi um baita desafio me adequar à linguagem que eles esperavam de mim aqui. Acho que tem muito ajuste ainda para fazer e que bom que a gente tem pra onde crescer. Então, com certeza absoluta, se você falasse isso pra mim há dois meses, que eu viveria desta forma a Copa do Mundo de Clubes, eu ia falar que você tava sonhando”, completou.
Para os que dizem que nasceu “uma nova Bárbara” ao deixar a Globo, a jornalista descarta o rótulo. Aliás, ao falar sobre sua ex-empresa, a repórter demonstra carinho e gratidão.
“Olha, eu não acho que seja tão diferente do que eu vinha fazendo. Eu acho que as pessoas estão criando um 'ah, uma Bárbara nova'. Eu acho que essa Bárbara sempre existiu. Ela trabalhava numa outra realidade e está tudo bem. Não é melhor nem pior. Era uma outra realidade e essa outra realidade me transformou na mulher que eu sou hoje. Eu sou muito grata, tenho grandes amigos na Globo, pessoas que, inclusive, encontrei aqui na Copa do Mundo de Clubes e senti o carinho por mim, pelo meu trabalho e é muito recíproco. Então, eu sempre fui isso aí. Quem trabalhava um pouco mais perto já entendia, quem me seguia em rede social já via essa pessoa descolada, que usa gíria, que é capixaba, mas que se apropriou um pouco da linguagem do carioca”, afirmou.
Mas nem tudo são flores. O sucesso de Bárbara também gera comentários negativos e muitas vezes maldosos, como muitos que brilham nas redes sociais. Ela viu as pessoas opinarem e criarem teorias sobre o que tinha acontecido durante suas entrevistas pós-jogo do Fluminense. Até diagnóstico de crise de ansiedade foi feito por quem não estava nem perto de Bárbara.
“Eu fiz perguntas pertinentes para os jogadores. Talvez a minha respiração tivesse um pouco mais ofegante. É que eu saí do campo correndo, porque eu precisava chegar logo naquela posição para fazer as entrevistas, mas eu não passei mal, não cheguei nem perto de passar mal. Eu cheguei correndo e logo que eu pisei ali, surgiu um jogador do Al Hilal. Mas eu acho que essa interpretação é completamente equivocada”, explica Bárbara.
“As pessoas que estavam comigo nem precisaram se preocupar, nem cogitaram que eu estivesse passando mal. Isso não aconteceu. Então, eu acho que a gente tem que tomar muito cuidado. A gente vive um surto de doenças mentais muito graves e a gente não pode gerar gatilhos nas pessoas. A gente tem que tratar os assuntos como eles são. E se eu tivesse tido uma crise de ansiedade ou passado mal de verdade, vocês podem ter certeza de que eu teria saído da transmissão. Eu não ia brincar com isso. Foi uma emoção bonita, forte, transparente, só isso”, complementa.
E a quase invasão de campo, aconteceu como foi dito na transmissão do pós-jogo? “É claramente uma força de expressão. Eu não ia invadir o campo, óbvio que não. Me refiro ao desejo de interferir naquele jogo, o desejo de fazer alguma coisa para acabar o jogo, porque o árbitro deu sete minutos de acréscimos que viraram nove. Obviamente, eu sei os meus limites e as regras que existem no meu trabalho”, finalizou.