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Atlético-PR tem postura combativa e rara no Brasil

14 dez 2018
15h21
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Campeão da Copa Sul-Americana nessa quarta (12), em Curitiba, após superar o Junior Barranquilla em cobranças de pênaltis, o Atlético-PR também se destaca fora de campo, graças a posições que vem adotando nos últimos anos, em defesa de si próprio e de mudanças profundas no futebol brasileiro. Para os dirigentes da CBF, o clube paranaense é uma espécie de "patinho feio" no cenário nacional.

Foto: Gisele Pimenta/FramePhoto / Estadão

Isso tem relação direta com o modo pelo qual um dos homens mais influentes do Atlético-PR, o presidente do seu conselho deliberativo, Mario Celso Petraglia, tem contestado as últimas gestões da CBF. Ele, por exemplo, já deixou claro que pretende ir ao presidente eleito Jair Bolsonaro, com quem tem afinidades ideológicas, para deixá-lo inteirado, entre outras questões, sobre desvios do comando da entidade.

O Atlético-PR foi fundador da Primeira Liga, movimento surgido em 2015 que visava à integração inicial de clubes do Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para a formação futura de uma liga, contrariando a cúpula da CBF. Em 2017, no entanto, se desligou da entidade por discordar dos critérios de distribuição de cotas.

O clube ‘peitou’ ainda a federação estadual e a TV Globo, ao se negar a aceitar os valores que lhe foram oferecidos para a transmissão do Campeonato Paranaense de 2017. Recusou-se a assinar o contrato discutido entre a emissora e o presidente da federação, Hélio Cury.

Antes, o Atlético-PR já havia fugido das garras da Globo ao assinar contrato com a Turner, conglomerado de empresas de mídia dos EUA, para a transmissão de seus jogos pelo Brasileiro, em TV Fechada, a partir de 2019.

Mais recentemente, em abril de 2018, o clube não endossou a eleição de Rogério Caboclo à presidência da CBF. Foi quase uma atitude isolada – somente outros dois, Flamengo e Corinthians, tomaram posição idêntica entre os 40 das Séries A e B do Brasileiro. O trio contestou o processo eleitoral e a exclusão da participação das 40 agremiações em assembleia que determinara meses antes a mudança no poder de voto dos clubes e das federações, o que provocou uma distorção e deixou o poder concentrado nas entidades estaduais.

Fonte: Silvio Alves Barsetti
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