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Futebol

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Argentina recuperou identidade para voltar à final da Copa do Mundo: 'Jogamos por nossa gente'

Lionel Scaloni enaltece os feitos de Messi, revela incômodo em evento da Fifa e explica por que se emociona a cada jogo: 'As pessoas param diante da televisão com a camisa da Argentina'

17 jul 2026 - 22h27
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NOVA YORK - Lionel Scaloni foi sincero, emotivo e questionador na entrevista coletiva que antecede a final da Copa do Mundo. O treinador mais uma vez exaltou os feitos de Lionel Messi, revelou incômodo com evento mal organizado pela Fifa em Nova York e explicou por que tem se emocionado a cada jogo da Argentina no Mundial.

O treinador de 48 anos disse sentir orgulho pelo reconhecimento vindo daquele que considera o maior jogador de todos os tempos e destacou a dimensão do feito de Messi ao conduzir a Argentina a mais uma decisão mundial aos 39 anos.

"Tenho orgulho. O melhor jogador que o mundo já viu pensar isso é maravilhoso. Ter conseguido chegar a uma final no momento em que ele está, com 39 anos, é algo incrível. Por isso digo que temos que desfrutar. Daqui a 10 ou 20 anos vamos sentir falta de tê-lo conosco", resumiu o técnico, que não sabe se a final contra a Espanha será o último jogo de Messi com a camisa albiceleste. "Vocês tem que perguntar isso a ele".

Lionel Scaloni, técnico da Argentina, finalista da Copa do Mundo
Lionel Scaloni, técnico da Argentina, finalista da Copa do Mundo
Foto: Werther Santana/Estadao / Estadão

Um dos momentos mais emocionados da entrevista ocorreu quando o treinador falou sobre a relação construída entre a seleção e os argentinos desde o início de seu trabalho, em 2018. Um dos maiores legados da equipe foi recuperar a identificação com a torcida.

"Jogamos pela nossa gente, pelos nossos pais, pelas nossas famílias", disse ele ao explicar por que ainda se emocionou nos últimos jogos da Argentina, todos que terminaram em vitórias dramáticas.

"Recuperamos algo muito valioso: as pessoas param diante da televisão com a camisa da Argentina, e um torcedor do River abraça um do Boca. Como isso não vai emocionar? Em um Mundial, essa união é fundamental."

Scaloni destacou a qualidade coletiva da equipe comandada por Luis de la Fuente, com quem mantém amizade. O espanhol foi professor do argentino no curso do qual participou em 2017.

Scaloni jogou na Espanha por quase uma década, e sua mulher, Elisa Montero, é espanhola. Na avaliação do argentino, as duas seleções têm características semelhantes, valorizando a posse de bola e um jogo intenso.

"Ele me conhece como pessoa, somos amigos. Sabemos como joga a equipe deles. Também temos padrões parecidos, gostamos de atacar com a bola e jogar de forma intensa. Esperamos que as pessoas desfrutem da partida".

Scaloni, Dibu Martínez e Messi, pela Argentina, e Luis de la Fuente e Rodri responderam a algumas perguntas feitas por astros do esporte em evento mal organizado pela Fifa em Nova York, diante de centenas de fãs que chegaram a vaiar os espanhois.

Dibu Martínez, goleiro da Argentina, durante coletiva de imprensa em Nova York
Dibu Martínez, goleiro da Argentina, durante coletiva de imprensa em Nova York
Foto: Werther Santana/Estadao / Estadão

O técnico espanhol e o argentino se incomodaram de estar no caótico evento. "Não vou dizer o que lhe disse porque estávamos numa situação surreal, no meio do nada... Disse-lhe que estava lá por ele, senão não teria ido. E outras coisas que não vou contar", afirmou o argentino sobre o que conversou com o amigo espanhol.

Ele também se queixou do horário agendado para o treino da Argentina nesta sexta-feira, no Columbia Park, CT do Red Bull em Morristown que foi usado pela seleção brasileira durante a primeira fase da Copa.

"Fomos obrigados a treinar em um horário que não queríamos, de forma muito estranha e às pressas. Por isso, estamos focados no descanso. Veremos como todos chegam", reclamou. "Há jogadores que não estão 100%. Vamos ver qual equipe colocaremos em campo no domingo".

Estadão
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