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Futebol

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Argentina recorre ao tribunal após final da Copa do Mundo contra a Espanha

8 nov 2026 - 08h32
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Resumo
A Associação do Futebol Argentino recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte contra punições da Fifa decorrentes de brigas após a final da Copa de 2026, vencida pela Espanha por 1 a 0. A entidade manteve dez jogos de suspensão e multa a Leandro Paredes, reduziu a pena de Nahuel Molina para quatro partidas e multou a federação em US$ 321 mil por atos disciplinares e cantos discriminatórios da torcida, além de impor restrições de público em jogos da seleção como mandante.

A Associação do Futebol Argentino (AFA) anunciou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para contestar as punições impostas pela Fifa após a final da Copa do Mundo de 2026, disputada contra a Espanha. A decisão foi comunicada na sexta-feira (6 de novembro), depois que a entidade máxima do futebol manteve parte das sanções aplicadas a jogadores argentinos e à própria federação.

Foto: ( Reprodução/YouTube/CazeTV) / Gávea News

A Argentina perdeu a decisão do Mundial para a Espanha por 1 a 0, no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida foi decidida na prorrogação e terminou com uma confusão envolvendo jogadores das duas seleções. Os incidentes levaram à abertura de processos disciplinares pela Fifa, que posteriormente anunciou as punições.

Segundo a agência AFP, a Câmara de Apelações da Fifa aceitou parcialmente o recurso apresentado pela Argentina em defesa de Nahuel Molina. O lateral, que atua pelo Atlético de Madrid, teve sua suspensão reduzida de sete para quatro partidas. A multa aplicada ao jogador também diminuiu, passando de US$ 90 mil para US$ 60 mil.

A situação de Leandro Paredes, entretanto, não teve o mesmo desfecho. O meio-campista do Boca Juniors recebeu uma suspensão de dez partidas por sua participação na confusão após a final. A Fifa decidiu manter integralmente a punição, assim como a multa de US$ 90 mil. Durante os incidentes, o argentino se envolveu em confusões com os espanhóis Eric García e Gavi.

Além das punições individuais, a federação argentina recebeu uma multa de US$ 321 mil por diferentes infrações disciplinares registradas durante o Mundial, incluindo manifestações discriminatórias de torcedores. A Fifa também determinou restrições de público em duas partidas da seleção argentina como mandante, com capacidade limitada a 50%. Entretanto, a aplicação da medida referente a um desses jogos foi suspensa, condicionada ao cumprimento de um período de observação.

Diante da manutenção das penalidades, a AFA informou que solicitará os fundamentos das decisões para preparar o recurso ao TAS. A federação pretende buscar uma nova avaliação das sanções, mas ainda não há confirmação de que o tribunal tenha recebido formalmente o pedido ou estabelecido uma data para o julgamento.

As punições também afetam a preparação da seleção argentina para os próximos compromissos. Nahuel Molina já cumpriu três das quatro partidas de suspensão, enquanto Leandro Paredes, que também cumpriu três jogos, ficará fora dos amistosos contra Uruguai e Costa Rica, previstos para novembro. Após esses confrontos, o volante ainda terá cinco partidas de suspensão a cumprir, caso a decisão não seja modificada.

A final que provocou as punições foi marcada pelo domínio da Espanha na posse de bola e pelas dificuldades ofensivas da Argentina. A equipe comandada por Luis de la Fuente controlou boa parte das ações, enquanto os argentinos, sob o comando de Lionel Scaloni, procuraram fechar os espaços e dificultar a construção das jogadas adversárias.

Logo nos primeiros minutos, Lamine Yamal obrigou Emiliano Martínez a realizar uma defesa. A Espanha continuou pressionando e encontrou dificuldades para transformar a superioridade territorial em gols. Do outro lado, Lionel Messi e Julián Álvarez tiveram pouca participação ofensiva, principalmente pela dificuldade argentina em manter a posse de bola no campo de ataque.

Ainda no primeiro tempo, a Argentina perdeu o zagueiro Lisandro Martínez, que precisou deixar o gramado por lesão. Nicolás Otamendi entrou em seu lugar, enquanto a Espanha continuou buscando espaços. Apesar das oportunidades criadas, o placar permaneceu zerado até o intervalo.

Na segunda etapa, a seleção espanhola manteve o controle da partida e exigiu novas intervenções de Emiliano Martínez. O goleiro argentino realizou defesas importantes diante das finalizações adversárias e foi um dos principais responsáveis por levar o confronto à prorrogação.

A situação argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos do tempo regulamentar. Enzo Fernández, que já havia recebido um cartão amarelo, cometeu uma falta sobre Pau Cubarsí e acabou expulso após receber a segunda advertência. Com um jogador a menos, a equipe de Lionel Scaloni precisou disputar os 30 minutos adicionais em desvantagem numérica.

O gol decisivo saiu aos 106 minutos, quando Pedro Porro realizou um cruzamento para a área. Nico Williams dominou a bola de cabeça e participou da jogada que terminou com a finalização de Ferran Torres. O atacante espanhol, que havia começado a partida no banco de reservas, marcou o único gol do confronto e garantiu o segundo título mundial da história da Espanha, que já havia conquistado a competição em 2010.

Os números da decisão demonstraram a superioridade espanhola. A equipe europeia terminou a partida com 65,1% de posse de bola, 20 finalizações e 12 chutes no alvo. A Argentina, por outro lado, registrou apenas duas tentativas de finalização, nenhuma delas na direção do gol.

Após o apito final, a comemoração espanhola foi acompanhada por momentos de tensão. Jogadores das duas seleções se envolveram em empurrões e discussões dentro de campo. Paredes apareceu nas imagens confrontando Eric García e empurrando Gavi, enquanto Molina também se envolveu em um incidente com Rodri.

A confusão exigiu a intervenção de outros atletas e integrantes das comissões técnicas. Lionel Scaloni participou das tentativas de controlar os ânimos, enquanto a Fifa posteriormente abriu uma investigação para apurar possíveis violações de seu código disciplinar.

Com a derrota, a Argentina encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 como vice-campeã e não conseguiu conquistar o quarto título de sua história. A Espanha, por sua vez, voltou ao topo do futebol mundial depois de 16 anos, encerrando a competição com uma campanha invicta.

Gávea News
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