Arena Fonte Nova acerta venda de naming rights; saiba detalhes
Praça esportiva altera denominação comercial, enquanto gestão estadual projeta processo licitatório para término da concessão
A empresa de energia Acelen adquiriu os naming rights da Arena Fonte Nova, em Salvador, que passará a se chamar Arena Acelen Fonte Nova após a suspensão das operações da antiga parceira comercial. Pertencente ao fundo Mubadala Capital, ligado ao Grupo City que comanda o Bahia, a petrolífera não divulgou os valores do acordo. A mudança estreita laços com o clube, que planeja disputar a gestão do estádio após o fim da concessão atual em 2028, já contando com apoio do governo baiano.
A empresa de energia Acelen acertou a compra dos naming rights da Arena Fonte Nova, em Salvador, passando a denominar o equipamento como Arena Acelen Fonte Nova. A mudança de parceiro comercial foi motivada pela suspensão forçada das operações da Casa de Apostas por determinação de Medida Provisória do Governo Federal.
Além disso, a negociação estreita ainda mais a relação institucional com o Esporte Clube Bahia e seus investidores. Com isso, o acordo ganha peso político e estratégico nos bastidores, visto que a Acelen pertence ao fundo Mubadala Capital, liderado por Khaldoon Al Mubarak, que também atua como CEO do Grupo City.
A petrolífera responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe não divulgou publicamente os valores financeiros envolvidos na transação. Em comunicado oficial sobre a parceria, o vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação, ESG e Desenvolvimento Territorial da Acelen, Marcelo Lyra, celebrou o vínculo e ressaltou o respeito às raízes culturais do local.
"A Arena Fonte Nova é um lugar de encontro, emoção e, acima de tudo, pertencimento. É um patrimônio dos baianos, dos brasileiros. Escolhemos recuperar os arcos e manter a tipografia original em respeito a essa história", afirmou o executivo.
Contrato de concessão e interesse tricolor para 2028
De fato, o estádio opera atualmente sob o regime de Parceria Público-Privada firmado em 2010 pelo Governo da Bahia com a Concessionária Fonte Nova Negócios e Participações. O acordo inicial previa exploração comercial até 2045, contudo o prazo final foi reajustado oficialmente para o dia 31 de março de 2028.
Por essa razão, o Bahia já posicionou seu interesse direto em concorrer pela administração exclusiva do complexo a partir do término do contrato atual. Em manifestação sobre a sucessão na praça esportiva, o governador Jerônimo Rodrigues reforçou que o estado concederá segurança jurídica caso o Grupo City formalize uma proposta no futuro leilão.
"Eu quero dar o conforto ao Esporte Clube Bahia, ao City, que o que eu puder deixar pronto para que essa negociação seja tranquila, que os investimentos que o City estão fazendo na Bahia tenham o conforto jurídico, padrão financeiro, daquilo que a gente possa fazer pelo esporte da Bahia", declarou o mandatário baiano.
Identidade visual da Arena Fonte Nova
Por outro lado, a concessionária responsável pelo estádio já iniciou a substituição gradual da comunicação visual nas arquibancadas e nos acessos principais. As referências visuais em azul e mensagens alusivas à energia foram exibidas nos telões durante as últimas partidas do Campeonato Brasileiro.
Assim, a nova patrocinadora busca aproximar suas ações industriais e sustentáveis do cotidiano esportivo da população de Salvador. Dessa maneira, a parceria assegura fôlego financeiro para a manutenção do complexo multiuso até que as diretrizes da nova licitação estadual sejam publicadas pelo governo.
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