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Futebol

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Agentes usam tecnologia até para traçar 'perfil mental' dos jogadores, mas tentam manter lado humano

Marcel Giannechini, sócio da Tinmo, e Gilmar Veloz Filho, head da Footbao, debatem evolução do agenciamento de atletas no São Paulo Innovation Week

14 mai 2026 - 00h26
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A figura do olheiro ainda existe no futebol, mas recursos tecnológicos trouxeram novidades ao trabalho dos agentes esportivos e dos clubes. Envolvidos nessa evolução, Marcel Giannechini, sócio da Tinmo, e Gilmar Veloz Filho, head da Footbao, debateram, em painel do São Paulo Innovation Week, nesta quarta-feira, 13, como aplicar a tecnologia ao agenciamento sem desconsiderar o fator humano dos atletas.

"Não gosto de falar em produto. É um ser humano, que precisa ser visto de forma humana. Mas, claro, a tecnologia te traz dados de velocidade, tomada de decisão... tudo isso a gente usa. Mas, o mais importante para o empresário é usar a tecnologia para entender o que o mercado está pedindo", afirma Giannechini.

Gustavo Faldon, do Estadão, conversa com Marcel Gianecchini e Gilmar Veloz Filho
Gustavo Faldon, do Estadão, conversa com Marcel Gianecchini e Gilmar Veloz Filho
Foto: Bruno Accorsi/Estadão / Estadão

O agente da Tinmo trabalha com o que chama "conceito de boutique": em vez de ter uma carta grande, prefere ter menos atletas, mas trabalhar a carreira em profundidade e com atenção individualizada.

Faz parte desse conceito fornecer suporte psicológico, o que foi importante para John Kennedy, do Fluminense, um de seus clientes, que conseguiu dar a volta por cima após episódios de indisciplina. "Tivemos altos e baixos. Os maiores casos como o dele vão para baixo, não para cima. Ele é um exemplo de como superar. Tem psicólogo envolvido, diversos profissionais."

Hoje, a questão mental do atleta é tão importante que chega a ser mapeada por serviços como o oferecido por Gilmar Veloz Filho. "A gente traça o que o clube quer de perfil mental. Mais aguerrido, com cognitivo mais alto... para a gente também conseguir levar o atleta para um ambiente em que ele vai conseguir performar. A gente sempre traz às nossas avaliações esse componente."

Na Footbao, são reunidas diversas informações sobre atletas de diferentes partes do Brasil. Isso dá oportunidades de jogadores de fora dos grandes centros serem notados. Vídeos, dados e variadas informações, juntos de um filtro otimizado por inteligência artificial, complementam-se no que se propõe a ser uma facilitação para os departamentos de scout dos clubes e uma vitrine para os agentes exibirem seus atletas.

Apesar dessa linguagem já tão típica do futebol, em que atletas viram mercadoria, Veloz Filho também defende uma visão humana no tratamento vindo dos empresários aos atletas. "Ele é ser humano, tem momentos altos e baixos. A gente cansa de ver pronunciamento de atleta quando sai do clube de forma ruim. É uma situação que a gente começa a entender que o atleta também tem todo um contexto relacionado não só à família, ao momento no clube. É uma carreira curta. Tem de ter essa visão, e o empresário ajuda a guiar nisso", comentou.

Evento de inovação vai até sexta

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até sexta, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

Estadão
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