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Futebol Americano

Após caos de 2005, Nova Orleans atinge glória no Super Bowl

8 fev 2010 - 10h30
(atualizado às 10h51)
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Uma cidade destruída que se reergueu e alcançou a glória quase cinco anos depois, no mais importante evento esportivo dos Estados Unidos. Este é o cenário atual de Nova Orleans, que foi devastada pelo furacão Katrina em 2005, mas que explodiu em festa na noite deste domingo com o título do New Orleans Saints no Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, com uma surpreendente vitória por 31 a 17 sobre o favorito Indianapolis Colts.

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Cidade mais importante do Estado de Louisiana e situada abaixo do nível do mar, Nova Orleans foi praticamente destruída pelo Katrina. O ciclone, que teve início nas Bahamas, atingiu a região em agosto de 2005 com ventos de aproximadamente 240 km/h, capazes de destruir parte dos diques que protegiam a população das águas.

Após a passagem do Katrina, considerado a maior catástrofe natural da história dos Estados Unidos, 80% de Nova Orleans ficou alagada e grande parte das vítimas ficou abrigada no estádio Superdome, onde os Saints mandam suas partidas.

Sem casa, a franquia da cidade no futebol americano vagou por cidades americanas e quase deixou Nova Orleans - San Antonio, no Texas, que recebeu algumas partidas do time, foi o destino mais próximo de se concretizar. Em 2005, os Saints amargaram uma grande crise, terminando a temporada da NFL com três vitórias, 13 derrotas e dificuldades para pagar suas contas.

Com o primeiro título da franquia no Super Bowl, graças a uma distinta atuação do quarterback Drew Brees, Nova Orleans completa sua redenção. A cidade, que já havia recebido o All Star Game da NBA em 2008, ganhou no Super Bowl a torcida da maioria da população americana - inclusive do presidente Barack Obama.

Neste domingo, o New Orleans se encontrou com os Colts do quarterback Peyton Manning, nascido na cidade e cujo pai, Archie, foi um dos ídolos dos Saints nas décadas de 1970 e 80. Entretanto, Brees, que chegara ao time em 2006, brilhou: acertou 32 dos 39 passes que tentou e liderou a equipe a dois touchdowns.

A invasão decisiva à end zone dos Colts, contudo, foi concretizada por Tracy Porter. O cornerback interceptou um passe de Manning e disparou por 74 jardas para dar números finais à partida a menos de quatro minutos para o encerramento.

Os heróis dos Saints

Drew Brees: O quarterback chegou aos Saints em 2006, um ano depois da quase destruição de Nova Orleans. Brees, que não acertou a permanência no San Diego Charges, conseguiu números incríveis na fraquia até ser eleito MVP do Super Bowl neste domingo, conseguindo, dentre outras coisas, 288 jardas durante o evento.

Tracy Porter: Draftado pelo próprio Saints em 2008, o cornerback, 23 anos, já havia sido decisivo antes mesmo de realizar o último touchdown do Super Bowl. Na final da Conferência Nacional, ele forçou um fumble e interceptou um passe contra o Minnesota Vikings a menos de um minuto do fim e levou a partida para a prorrogação. Os Saints venceram por 31 a 28 e avançaram ao Super Bow.

Sean Payton: O treinador, 46 anos, foi uma aposta dos Saints assim como Brees. Antes técnico assistente e de quarterbacks do Dallas Cowboys, Payton ganhou seu primeiro emprego como comandante principal em 2006, no próprio New Orleans. Na primeira temporada, havia levado a equipe da fraquíssima campanha de 2005 à final da Conferência Nacional, sendo derrotado pelo Chicago Bears.

Drew Brees beija a taça da final da NFL; quarterback é eleito o melhor jogador do Super Bowl 44
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Foto: AP
Fonte: Redação Terra
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