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Seleção Francesa

Os "negros maravilhosos" e a renovação da França para a Copa

O narrador Luís Roberto volta a narrar uma partida da França em Copas após criar bordão famoso em 2014

21 jun 2018
12h00
atualizado às 13h06
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“É a campeã de 98, a vice-campeã mundial de 2006, com uma nova geração, esses negros maravilhosos que saem tabelando, tocando”

Quando Luís Roberto narrou França 5 x 2 Suíça, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a pérola acima se tornou um clássico instantâneo, principalmente pela empolgação em “maravilhosos”. A fala do narrador da TV Globo se transformou em um dos bordões mais conhecidos dele e gerou decepção dos telespectadores da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, quando não foi ele quem comandou a transmissão da estreia da seleção francesa contra a Austrália.

 

Interesse por "Luís Roberto" e "negros maravilhosos" cresceu quase na mesma proporção desde o início da Copa da Rússia

A Globo ouviu os pedidos da internet e escalou Luís Roberto para a partida da França contra o Peru, promovendo o reencontro dele com os “negros maravilhosos”. Mas os jogadores em campo, apesar de mais uma vez serem majoritariamente de origem africana, não são os mesmos que estavam em campo na Arena Fonte Nova há quatro anos, no dia 20 de julho de 2014.

Luis Roberto, narrador da TV Globo
Luis Roberto, narrador da TV Globo
Foto: João Miguel Júnior / Globo

Renovação

Dos 23 convocados por Didier Deschamps para a Rússia, 17 não estavam no elenco da última Copa, mostrando que a “nova geração” alardeada por Luís Roberto em 2014, em que a França foi eliminada nas quartas de final pela Alemanha, foi bem mais profunda na equipe de 2018.

Seleção da França antes da estreia na Copa do Mundo de 2018
Seleção da França antes da estreia na Copa do Mundo de 2018
Foto: Laurence Griffiths / Getty Images

Os remanescentes são Hugo Lloris, goleiro e capitão da equipe, o zagueiro Raphaël Varane, os meias Blaise Matuidi e Paul Pogba (eleito melhor jogador jovem da copa de 2014) e os atacantes Olivier Giroud e Antoine Griezmann. Desses, apenas Giroud e Matuidi não foram titulares contra a Austrália.

Além dos “negros maravilhosos”, Luís Roberto continuou sua exaltação com “saem tabelando, tocando, com um jogador como Karim Benzema que sai à frente da zaga”. Infelizmente, Benzema não faz mais parte da seleção francesa. Não por deficiência técnica, afinal ele acabou de conquistar o tricampeonato da Liga dos Campeões com o Real Madrid. A idade também não influencia, já que, aos 30 anos, ele ainda está no auge da forma física.

Benzema não é mais convocado para a seleção desde que se envolveu em um escândalo de chantagem com outro colega de seleção Mathieu Valbuena (que também não está na Rússia). 

Benzema fez gol na final da Liga dos Campeões
Benzema fez gol na final da Liga dos Campeões
Foto: Antonio Villalba / Real Madrid

À parte dos dois, Debuchy, Evra, Sakho, Cabaye, Cabella, Mangala, Mavuba, Sagna, Ruffier, Digne, Sissoko, Rémy, Koscielny, Landreau e Schneiderlin não voltaram para disputar a Copa, seja por aposentadoria (como Landreau), idade (como Evra e Sagna) ou queda de produtividade técnica, caso Schneiderlin. 

Sakho, Debuchy, Digne e Sissoko ainda chegaram a ficar entre os 30 nomes da lista provisória entregue à Fifa, de onde saíram os 23 convocados.

Jovens

Pavard, Kimpembe, Umtiti, Lemar, Mbappé, Dembélé, Tolisso, Kanté, Nzonzi, Mandanda, Rami, Fekir, Sidibé, Thauvin, Hernandéz, Mendy e Areola, as novidades entre uma copa e outra, são quase todos jovens, com média de idade de 22,6 anos. 

Mandanda, 33 anos, e Rami, 32, são os mais experientes, sendo que o primeiro havia sido convocado para a Copa de 2010. Já Mbappé é o mais jovem, com 19.

O treinador Didier Deschamps afirmou, sobre sua lista, que eles são mais jovens e mais ambiciosos. “Sempre é difícil escolher entre esses jogadores por causa da qualidade que nós temos e da competitividade em cada posição. Eu só pude escolher 23 e não posso agradar a todos. Eu fiz minhas escolhas e aceito toda a responsabilidade por eles”, disse em entrevista coletiva.

Mbappé em ação contra a Austrália
Mbappé em ação contra a Austrália
Foto: Jorge Silva / Reuters

Explicação

A origem da expressão veio de uma lembrança antiga, de acordo com Luis Roberto. Em uma edição do “Bem, Amigos”, ele disse que o jeito que a França jogou contra a Suíça naquele dia o lembrou do Santos de Pelé, que ele assistiu ao vivo com o pai. “Aquele time além de Pelé contava com Coutinho, Doval, uns negros que jogavam demais mesmo”, afirmou.

O narrador adotou a expressão, disse que se divertiu com a repercussão e prometeu que irá repeti-la nesta copa. Ele já chegou a gravar um vídeo se referindo aos iranianos como “esses persas maravilhosos", por exemplo.

Dicas

A Netflix tem dois documentários bem interessantes sobre a seleção francesa. “Les Bleus” conta sobre a integração de imigrantes e descendentes negros e árabes na equipe nacional e na sociedade francesa e como o título de 98 ajudou nesse processo. Já “Le K Benzema” trata do escândalo que tirou o centroavante do Real Madrid da seleção.

 

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Fonte: Equipe portal
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