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Revoltado, presidente da Portuguesa cogita ir à Fifa e até à Justiça Comum

Manoel da Lupa disse que vai esperar o julgamento do recurso no pleno do STJD, após a Portuguesa perder quatro pontos e ser rebaixada à Série B

16 dez 2013 - 19h46
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<p>Torcedores rubro-verdes no Rio de Janeiro choraram decis&atilde;o do STJD de rebaixar Portuguesa</p>
Torcedores rubro-verdes no Rio de Janeiro choraram decisão do STJD de rebaixar Portuguesa
Foto: Daniel Ramalho / Terra

O presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, afirmou que irá esperar o julgamento do recurso junto ao Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que rebaixou a equipe paulista à Série B do Campeonato Brasileiro, em polêmico julgamento ocorrido na tarde desta segunda-feira. Se o entendimento da nova comissão for pela manutenção da pena (perda de quatro pontos, tirando o Fluminense da Segundona), Lupa promete recorrer a todas as instâncias possíveis. Inclusive a Fifa e a Justiça Comum.

“Vamos consultar as pessoas e o que couber fazer, iremos fazer. Podemos ir à Fifa, ou até à Justiça Comum”, deixou claro o presidente da Lusa, que no ano que vem será substituído por Ilídio Lico, para o próximo triênio. “Você sabe como é o Estatuto do Torcedor. Não preciso fazer nada, mas está cheio de gente querendo fazer. Estamos muito perto de uma Copa do Mundo e não queremos prejudicar o Brasil, mas a Portuguesa não vai cair assim por uma votação desse tipo. A gente aceita, mas não concorda. Vamos rediscutir”, complementou.

A Portuguesa perdeu a votação no STJD por unanimidade (5 votos a 0) pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro deste ano, no empate sem gols diante do Grêmio. Dois dias antes da partida, o atleta, expulso no jogo contra o Bahia, por ofensas ao árbitro após a partida da 36ª rodada, recebeu dois jogos de punição (já havia cumprido a automática diante da Ponte Preta) e não poderia entrar em campo contra os tricolores gaúchos – fato que ocorreu aos 32min do segundo tempo.

“A gente aceita os argumentos de todo mundo, mas nós temos os nossos e nós vamos até o final. Não temos dúvidas. Vamos agora para o pleno. E tudo o que a Portuguesa tiver de direito, nós vamos atrás, é o direito que a gente tem”, enfatizou Da Lupa. "Não é um absurdo lutar muito para chegar onde chegamos, e agora inverter isso? Depois que a gente fala que é tapetão o pessoal fica bravo com a gente”, complementou.

Time lusitano acabou prejudicado por decisão dos tribunais do STJD
Time lusitano acabou prejudicado por decisão dos tribunais do STJD
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Na posição do advogado que defendeu o time paulistano, João Zanforlin, “há uma posição do tribunal que é a de fazer prevalecer a regra do artigo 214 (do CBJD). É a frieza, digamos assim. O que aconteceu foi um erro, uma negligência da Portuguesa, mas eu acho que tem que ter o dolo para cometer a infração”.

Ainda de acordo com Zanforlin, que substituiu o advogado Oswaldo Sestário, envolvido na polêmica por supostamente não ter avisado a Portuguesa da punição do atleta em questão (Sestário, em sua versão, sustenta que avisou o diretor jurídido Valdir Rocha), com esta decisão do STJD, “abriremos uma porta perigosa no futebol brasileiro. Se tudo ficar na responsabilidade do advogado para comunicar o clube, ou então o time que seja organizado por empresários, ele pode negociar a vaga que seja por classificação ou rebaixamento”. 

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Fonte: Terra
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