Carrascal ofusca artilheiros do Brasileirão e assume protagonismo no Flamengo
Jorge Carrascal vive grande fase no Flamengo após a Copa do Mundo, tornando-se peça-chave para Leonardo Jardim. Em sete partidas, o meia somou três gols e cinco assistências, liderando a elite nacional com uma participação em gol a cada 52 minutos e praticamente igualando seus números do restante do ano. Além da alta produtividade, sua versatilidade para circular pelo ataque amplia suas opções táticas, dando-lhe vantagem sobre concorrentes como Plata e Luiz Araújo na disputa pela titularidade.
De opção secundária a peça importante no Flamengo, assim se descreve a transformação significativa de Jorge Carrascal na temporada. O colombiano voltou da Copa do Mundo em outro momento e, desde então, passou a aparecer com muito mais frequência nas decisões ofensivas da equipe. Ganhando, consequentemente, mais espaço com o técnico Leonardo Jardim.
A mudança pode ser percebida principalmente pela participação direta nos gols. Em sete jogos disputados após o Mundial, Carrascal carimbou oito participações em gols: marcou três vezes e contribuiu com cinco assistências. Trata-se, aliás, do melhor aproveitamento da elite do futebol no recorte.
O colombiano participou de cinco jogos pelo Brasileirão e esteve presente em dois pela Libertadores, com 415 minutos contabilizados no período. Ou seja, participou de um gol do Flamengo a cada 52 minutos, em média. Segundo levantamento do Gato Mestre, do ge, só o atacante Kevin Serna, do Fluminense, se aproxima da marca, com um tento a cada 60′.
Viveros, do Athletico, fecha o top3 de participações em gols com menos minutos jogados. São cinco tentos e duas assistências em 590′, ou seja, uma média de 84.
Carrascal pelo Flamengo
O desempenho fez o meia alcançar, em poucas partidas, praticamente os mesmos números que havia registrado durante todo o período anterior à competição. Carrascal disputou 28 partidas pelo Flamengo antes da Copa, anotando três gols e quatro períodos nesse recorte.
Agora, somando os dois períodos, o camisa 15 chegou a 36 jogos na temporada, seis gols e nove passes para gol. A diferença de rendimento ajuda a explicar por que o jogador ganhou tanto espaço no elenco de Leonardo Jardim. Mas não para por aí.
O crescimento também vai além das estatísticas. Isso porque Carrascal passou a demonstrar maior confiança para participar das jogadas e encontrou maneiras diferentes de ser útil ao time. Em vez de depender exclusivamente de uma posição, o colombiano consegue circular pelo setor ofensivo e oferecer alternativas ao treinador.
Essa característica pode ser determinante na reta final do ano. Carrascal atua tanto pelas pontas quanto centralizado, permitindo à comissão técnica alterar o posicionamento dos jogadores sem necessariamente fazer substituições.
A disputa, entretanto, está longe de ser resolvida. Na ponta direita, Plata voltou ao Flamengo após o Dínamo de Moscou desistir da contratação, enquanto Anthony Valencia também chegou ao elenco. Luiz Araújo completa as opções para o setor.
Mesmo diante da concorrência, Carrascal ganhou uma vantagem importante: o momento. Se mantiver a produtividade apresentada depois da Copa, o colombiano terá cada vez mais argumentos para permanecer entre os jogadores mais utilizados por Leonardo Jardim.
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