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Filipe Toledo se reconecta com o Brasil após uma década nos EUA: 'Viver minha cultura faz diferença'

Agora com base no Rio, bicampeão mundial busca o tri em temporada da WSL repleta de mudanças

1 abr 2026 - 18h11
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Filipe Toledo voltou a morar no Brasil no final de 2025. Antes disso, foram 11 anos na Califórnia, onde fez as pré-temporadas em mais de uma década competindo WSL. Agora com base no Rio, o surfista paulista de 30 anos se preparou em solo nacional para a disputa de 2026, iniciada na última terça-feira, em Bells Beach, na Austrália.

"Foi diferente, com certeza, mas de uma forma muito positiva. Depois de tantos anos fora, voltar a ter o Brasil como base muda bastante a rotina, o ambiente, a energia do dia a dia", comenta o bicampeão mundial ao Estadão.

Um dos motivos que fez Filipinho optar pelo retorno ao País foi a família. Em setembro do ano passado, nasceu seu terceiro filho, Zain, que agora faz companhia aos irmãos Mahina e Koa, de 7 e 6 anos, respectivamente. Além disso, ele espera conseguir trabalhar melhor sua imagem junto ao grande público brasileiro.

"Estar perto da família, dos amigos, dos fãs, da minha cultura, faz total diferença. Estou mais próximo da minha equipe também, que me ajudaram bastante a focar nos meus treinos pré-tour. Acho que o principal ponto positivo é esse equilíbrio fora d'água, que acaba refletindo diretamente dentro dela também", diz.

Filipe Toledo faz parte da hegemonia construída pela Brazilian Storm ao longo dos últimos anos, com títulos conquistados em 2022 e 2023. Foram cinco troféus seguidos para o Brasil entre 2018 e 2023, até John John Florence vencer em 2024.

Na temporada passada, Yago Dora devolveu o País ao topo. A lista de campeões tem Gabriel Medina (2014, 2018, 2021), Adriano de Souza "Mineirinho" (2015), Ítalo Ferreira (2019) e o Filipinho Toledo (2022, 2023).

Neste ano, o campeão será definido de forma diferente do que foi durante as cinco edições anteriores, nas quais a temporada era definida no Finals, etapa em que os surfistas top 5 se enfrentavam em mata-mata.

Agora, o formato volta a ser como era antes de 2021, em que o título é atribuído ao atleta que tiver mais pontos no ranking. Filipinho ganhou seus dois títulos na curta era dos Finals, e consegue enxergar pontos positivos em ambos os modelos.

"Acho que o formato por ranking é mais justo no sentido de premiar a consistência ao longo do ano inteiro. O Finals trazia muita emoção, visibilidade, e era um evento à parte, mas o circuito é muito longo e exige consistência . No fim, nos dois formatos, quem performar melhor durante toda a temporada vai ganhar o título"

O surfista de Ubatuba terminou a temporada passada em oitavo lugar, após não competir ao longo de 2024 para cuidar da saúde mental. Defensor de um ambiente mais acolhedor e menos desgastante no surfe de alto nível, ele aprovou o início tardio do circuito em 2026, apenas em abril. Geralmente, o começo do campeonato é entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

"Eu vejo como algo positivo. Esse tempo maior de descanso ajuda muito na recuperação física e mental. O circuito é muito intenso, então ter esse espaço pra recarregar é importante. Ao mesmo tempo, quando começa, todo mundo vem com fome de competir, então não acho que o nível vai cair. Pelo contrário, acredito que a galera vai chegar ainda mais preparada", opina.

Estadão
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