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Federação Francesa de Futebol retira apoio à reeleição de Infantino na Fifa

10 set 2026 - 10h49
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Resumo
A Federação Francesa de Futebol retirou por unanimidade o apoio à reeleição de Gianni Infantino na presidência da Fifa, alegando quebra de confiança após a proposta fracassada de vender 20% das competições a investidores privados sem consulta prévia. A decisão segue a postura de federações como Inglaterra e Itália e de entidades como Uefa e Concacaf, que buscam um candidato de oposição para a eleição de março de 2027. Infantino ainda mantém o apoio de confederações da América do Sul e da África.

A Federação Francesa de Futebol (FFF) retirou seu ‌apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa no próximo ano, afirmou nesta quinta-feira o presidente da FFF, Philippe Diallo, alegando que a confiança no chefe do órgão que rege o futebol mundial foi quebrada.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, chega ao estádio em Katowice, na Polônia, para partida entre Polônia e Argentina pela Copa do Mundo Feminina Sub-20
5 de setembro de 2026 REUTERS/Kacper Pempel
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, chega ao estádio em Katowice, na Polônia, para partida entre Polônia e Argentina pela Copa do Mundo Feminina Sub-20 5 de setembro de 2026 REUTERS/Kacper Pempel
Foto: Reuters

A decisão foi tomada por unanimidade pelo comitê executivo da ⁠FFF, disse Diallo.

"A confiança depositada no presidente da Fifa foi quebrada", disse Diallo ‌aos repórteres. "A maneira como imaginamos a gestão do futebol mundial não corresponde mais à forma como ela está sendo conduzida."

Infantino, que busca um ‌novo mandato como presidente da Fifa, tem ‌enfrentado críticas crescentes desde que sua proposta fracassada de vender uma ⁠participação de 20% nas competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados foi abandonada em julho, após oposição generalizada das confederações regionais de futebol.

Diallo disse que a França havia inicialmente apoiado a candidatura de Infantino no final de junho, quando ele era o único candidato declarado, ‌mas que os eventos subsequentes mudaram fundamentalmente as circunstâncias.

"As condições para nosso apoio ‌à sua candidatura não ⁠existem mais", disse ⁠ele.

Diallo acrescentou que a proposta de venda de participação, que surgiu sem o que ⁠ele descreveu como consulta adequada ou ‌informações fornecidas às federações, levantou ‌sérias questões sobre a governança e a tomada de decisões da Fifa.

Várias federações europeias, incluindo as da Inglaterra e da Itália, retiraram seu apoio a Infantino desde o fracasso de sua proposta.

A Uefa, a ⁠Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf, que representa as Américas do Norte e Central e o Caribe, clamaram por mudanças na liderança da Fifa e buscam uma alternativa confiável antes da eleição de março.

Diallo afirmou que a decisão da França faz ‌parte de um movimento mais amplo dentro da Uefa e além dela, e que as discussões agora se concentrarão na reforma da governança e ⁠na busca por um candidato capaz de derrotar Infantino.

"Não basta apenas criticar se você quer que as coisas avancem. É preciso também apresentar propostas", disse Diallo.

Ele acrescentou que a Uefa precisa definir uma plataforma para o próximo ciclo de liderança da Fifa e, quando chegasse a hora, escolher um candidato para a eleição.

"Precisaremos estar prontos até lá para apresentar uma candidatura capaz de conquistar a presidência da Fifa", disse Diallo.

Infantino ainda conta com o apoio da Conmebol, da América do Sul, e da CAF, da África.

A eleição presidencial da Fifa ocorrerá em Rabat, em 18 de março de 2027, com o prazo final para as candidaturas em 18 de novembro.

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