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Evento de Arnold Schwarzenegger também discute avanço das canetas emagrecedoras

Nos corredores da feira essa transformação ganha forma concreta.

26 abr 2026 - 14h57
(atualizado às 14h57)
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Arnold 2026
Arnold 2026
Foto: Savaget | Divulgação / Esporte News Mundo

O Arnold Sports Festival South America 2026, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, é apontado como principal termômetro do mercado fitness, saúde e bem-estar na América Latina.

Com mais de 105 mil visitantes e expectativa de movimentar cerca de R$ 1 bilhão em negócios, o evento escancara uma transformação que vai além da estética e da performance: a convergência entre nutrição, medicina e novas tecnologias aplicadas ao corpo — incluindo a popularização dos medicamentos injetáveis para controle de peso, conhecidos como "canetas emagrecedoras".

Originalmente desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, essas substâncias atuam na regulação do apetite e do metabolismo e passaram a influenciar diretamente o comportamento alimentar e o próprio mercado de suplementação.

"Todas as drogas desenvolvidas para melhora metabólica, como no tratamento da obesidade e do diabetes, surgiram dentro de um contexto de trabalho multidisciplinar. E o Arnold sempre representou exatamente isso: a integração entre médicos, nutricionistas, treinadores, fisioterapeutas e psicólogos", disse o médico e influenciador Paulo Muzy.

Essas "canetas" são medicamentos injetáveis originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, que atuam em hormônios ligados à saciedade e ao controle glicêmico. Entre os principais exemplos estão a semaglutida, comercializada em marcas como Ozempic e Wegovy, e a tirzepatida, presente no Mounjaro, produzidas por farmacêuticas globais como Novo Nordisk e Eli Lilly.

Mais recentemente, novas moléculas em desenvolvimento, como a retatrutida, ampliam o interesse da indústria ao prometer efeitos mais abrangentes no metabolismo.

Nos corredores da feira organizada pela Savaget, essa transformação ganha forma concreta e falada! Estandes lotados, filas para degustação e a presença constante de atletas e influenciadores mostram como o consumo de proteína deixou de ser restrito ao universo das academias e passou a integrar a rotina alimentar da população.

E junto com as canetinhas ganha mais importância para a manutenção da chamada massa magra. As marcas investem em experiências imersivas, com ativações que transformam os espaços em verdadeiras vitrines do setor. Há lançamentos que vão além do whey protein tradicional, com versões mais leves, funcionais e até sabores inusitados, ampliando o alcance para diferentes perfis de consumidores.

Para o nutricionista Marcelo Langsdorff, o Arnold segue como um dos principais espaços para observar essa evolução e antecipar tendências. "Sempre aparece alguma coisa nova quando você vem para o Arnold. Agora vemos, por exemplo, proteínas com formatos mais leves, que aumentam a adesão e facilitam o consumo no dia a dia."

Pepitídeos

Outro tema que ganha espaço nos bastidores do evento é o avanço dos peptídeos, moléculas que simulam funções do organismo e vêm sendo estudadas para aplicações em saúde, estética e performance.

O especialista em ciência e saúde da FTW Rafael Barlezi, com experiência em clubes de futebol, ressalta que o setor ainda vive um momento de transição.

Foto: FTW | Divulgação / Esporte News Mundo

"Os peptídeos ainda não são regulamentados nem aprovados por órgãos como Anvisa ou FDA. É um campo em desenvolvimento, com muita pesquisa, mas ainda é difícil estabelecer segurança sem validação oficial."

Barlezi explica que essas substâncias atuam de forma diferente dos anabolizantes tradicionais.

"Com o avanço da medicina e das pesquisas, novos peptídeos vêm sendo desenvolvidos para diferentes funções. Eles são moléculas que simulam processos do próprio corpo e atuam por sinalização, diferentemente de um esteroide anabolizante. Ainda assim, estamos em um momento em que não há regulamentação ou aprovação, o que dificulta estabelecer uma posição segura como profissional."

Marcelo Langsdorff reforça o alerta sobre os riscos do uso sem controle. "Os peptídeos ainda estão em uma zona experimental. A matéria-prima muitas vezes é boa, mas o problema começa quando chega ao Brasil, com adulteração e falsificação. Além disso, não há aprovação da Anvisa, então o uso exige ainda mais cautela."

Foto: Flávio Perez | On Board / Esporte News Mundo

Apesar das incertezas, o potencial dessas tecnologias é reconhecido pelo mercado. "Os peptídeos têm um potencial muito grande porque atuam de forma mais direcionada no organismo, mas ainda estamos em um momento sem regulamentação no Brasil. Já existe uso na prática, inclusive no esporte e na estética, mas o grande desafio hoje é garantir procedência e segurança."

Entre as inovações mais comentadas no evento está a expectativa em torno da retatrutida, considerada uma possível evolução no tratamento metabólico. "O emagrecimento tende a ser de melhor qualidade, com preservação muscular. Por isso, há uma expectativa muito grande em torno dessa nova geração", afirmou Langsdorff.

Esporte News Mundo
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