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Por obras do Maracanã, CBDA tem até segunda para desocupar Julio Delamare

Parque Aquático Julio Delamare será fechado na segunda-feira, deixando a CBDA sem ter para onde ir

28 mar 2013
18h58
atualizado às 19h04
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A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) tem até este fim de semana para retirar móveis e equipamentos de treino do Parque Aquático Julio Delamare, anexo ao Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. O governo fluminense confirmounesta quinta-feira que o compexo aquático será fechado na segunda-feira para as obras da Copa do Mundo de 2014.

Parque Aquático Julio Delamare será demolido nas obras da Copa de 2014
Parque Aquático Julio Delamare será demolido nas obras da Copa de 2014
Foto: Getty Images

O presidente da confederação, cuja sede fica no parque aqúatico, disse que foi pego de surpresa com o prazo dado pelo governo do estado, sendo informado da desocupação nos últimos dias. Coaracy Nunes Filho declarou que a decisão não foi negociada e pediu que o prazo fosse prorrogado pelo menos até o final do mês. "Não tenho nenhuma condição de sair daqui até segunda-feira", ressaltou.

O prazo, no entato, não será estendido porque está no contrato com a Fifa, informou o governo. As pessoas que usam as instalações: alunos de natação, idosos e pessoas com deficiência, do Programa Esporte e Qualidade de Vida, serão transferidos para o América Futebol Clube .

Os atletas de base e de alto rendimento que treinam no parque aquático, cerca de 150 pessoas, a confederação estuda levá-los ou para o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes ou para o complexo aquático do Fluminense. O Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, foi descartado porque vai entrar em obras.

"A surpresa é muito grande, não tive tempo de procurar", disse Coaracy. "Mas estou atento a todas as possibilidades", completou. Ele também não descarta levar os atletas para treinar em outras cidades. "Posso levar o polo aquático para São Paulo, Bauru. A equipe de natação pode ir treinar no Pinheiros, por exemplo. O Brasil é grande", completou.

Os atletas de saltos ornamentais estão angustiados com a indefinição às vésperas de competições importantes e com a ausência de ginásios nos clube mencionados - responsáveis pelo treinamento de ginástica. 'Há duas semanas da competição, não sabemos onde treinaremos. É complicado. A competição vai nos dar índice para outras, internacionais', declarou a saltadora Monica Lages.

Atleta olímpico César Castro, que competiu nos Jogos de Londres, Pequim e Atenas, disse que o futuro dos atletas é "obscuro" e questiona o apoio ao esporte no país. 'A gente, que pretende participar das Olimpíadas no Rio, em 2016, se vê tendo que sair do local de treinamento, quando imaginávamos que seria feito o melhor possível para o treinamento no Brasil', disse.

A CBDA estima deixar para trás cerca de R$ 100 mil em equipamentos, como raias e trampolins. Todo o material foi comprado pela confederação e fica com a Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, conforme acordo para a utilização do Julio Delamare. Reformado por R$ 10 milhões em 2007, a instalação tem piscina olímpica, aquecida e um tanque de salto.

<a data-cke-saved-href=" http://www.terra.com.br/esportes/infograficos/projetos-e-obras-copa-2014/iframe.htm" href=" http://www.terra.com.br/esportes/infograficos/projetos-e-obras-copa-2014/iframe.htm">veja o infográfico</a>

 

Agência Brasil Agência Brasil
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