Vini Jr. não repete nível do Real Madrid e mantém seleção carente de protagonistas
Atacante de 25 anos segue apagado com a camisa do Brasil e vê aumentar coro por convocação de Neymar
Criticado pela atuação na derrota para a França, Vinicius Junior ainda não foi capaz de ocupar o vácuo deixado por Neymar quando o astro do Santos se lesionou gravemente em 2024 e nunca mais foi convocado para a seleção brasileira desde então. Vini manteve o Brasil carente de protagonistas ao não conseguir repetir com a camisa amarela o desempenho brilhante no Real Madrid.
O jogo apagado que fez no revés para os franceses, em Boston, na última quinta-feira, foi mais uma das atuações sem brilho de Vini Jr pela seleção. Um dos mais acionados, o atacante errou quase tudo que tentou e foi desarmado com facilidade pelos defensores franceses.
A expectativa da torcida sobre o astro do Real Madrid parece ir diminuindo a cada apresentação ruim que faz pela seleção pentacampeã. Tanto que parte dos mais de 60 mil torcedores no Gilette Stadium gritaram por Neymar no segundo tempo, antes mesmo de o jogo acabar.
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Pudico em campo quando defende o Brasil, Vini foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira em 2019 e ainda busca seu primeiro título. São 61 convocações, 45 partidas e apenas oito gols pela seleção.
Em comparação, o fluminense de São Gonçalo tem 123 gols em 364 jogos com a camisa do Real Madrid. Recentemente, em sua oitava temporada, se tornou o primeiro brasileiro a entrar para a lista dos 15 maiores artilheiros da história do clube espanhol, com o qual ergueu 14 taças. Foram essas apresentações que o fizeram ser eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em dezembro de 2024.
Nesta temporada, são 17 gols e nove assistências em 43 partidas, reforçando seu papel de destaque na equipe vice-líder de La Liga e classificada às quartas de final da Champions League.
O jogador teve oportunidades, a maioria das vezes como titular, com quatro treinadores diferentes. Tite, Fernando Diniz, Dorival Júnior e agora Carlo Ancelotti deram chances para o astro do Real Madrid tentar ser, com a camisa verde e amarela, o líder, a referência técnica que é no futebol espanhol.
Treinador de Vini também no Real, Ancelotti está feliz com o desempenho do atleta e vai insistir com a tentativa de potencializá-lo na seleção, sobretudo depois de perder Raphinha por lesão muscular.
"Vini é sempre perigoso. Não marcou, mas não é sempre que um atacante marca. O trabalho foi bem-feito", avaliou o treinador italiano após a derrota para a França.
Ele terá nova oportunidade de provar sua importância na terça-feira, quando o Brasil encerra a Data Fifa contra a Croácia, às 21h (de Brasília), em Orlando, nos Estados Unidos.